Um cliente da operadora australiana TPG Telecom morreu depois que seu celular Samsung, com software desatualizado, falhou ao tentar realizar uma chamada para o número de emergência, informa o The Guardian. O incidente aconteceu em Sydney e expôs um grave risco para usuários de aparelhos antigos que não receberam as atualizações necessárias para manter os serviços de emergência funcionando.
O caso fatal na Austrália
A operadora TPG Telecom confirmou o caso e esclareceu que sua rede móvel estava totalmente operacional no momento da tentativa de contato. As primeiras investigações indicam que o problema ocorreu porque o software do aparelho Samsung não estava compatível com os protocolos de chamadas de emergência da rede. O modelo utilizava uma configuração de firmware anômala que impedia a conexão com redes alternativas, um requisito crítico para assegurar que a chamada se complete mesmo se a rede principal estiver indisponível. Essa função, conhecida como “camp on”, é vital para garantir acesso garantido às emergências.
Por que o software desatualizado bloqueia chamadas de emergência
O problema afeta cerca de 71 modelos antigos de celulares Samsung, como as séries Galaxy S7 e Note 5. A TPG Telecom vinha alertando seus clientes para atualizarem os dispositivos ou substituí-los, enviando múltiplas notificações, a mais recente datada de 7 de novembro. Conforme regulamentações governamentais australianas, dispositivos que não forem atualizados no prazo entre 28 e 35 dias após o aviso podem ser bloqueados para chamadas de emergência pela operadora, medida adotada pela TPG.
Modelos Samsung afetados e as notificações da operadora
A regra da indústria estabelece que dispositivos que não receberam atualização dentro do prazo podem ser bloqueados para chamadas de emergência, uma medida com o objetivo de garantir a segurança dos usuários, ainda que tenha consequências trágicas em casos como este. A TPG Telecom notificou previamente os afetados, mas o telefone usado pela vítima não recebeu a atualização necessária.
O CEO da TPG, Iñaki Berroeta, destacou que “a segurança do cliente permanece nossa maior prioridade” e recomendou enfaticamente que os usuários verifiquem e atualizem seus aparelhos imediatamente. O caso serve como um alerta concreto para os usuários: a negligência na atualização de software pode custar vidas em momentos críticos.
