Inteligência artificial já é mais inteligente que os melhores cientistas do mundo, afirma Sam Altman
O avanço da inteligência artificial teria atingido um novo patamar em 2026. Pelo menos essa é a avaliação de Sam Altman, CEO da OpenAI, que afirmou que os modelos mais avançados de IA já conseguem superar alguns dos cientistas mais brilhantes do mundo em capacidade intelectual.
A declaração foi feita na segunda-feira (2), durante a abertura da Abu Dhabi International Petroleum Exhibition and Conference (ADIPEC), nos Emirados Árabes Unidos. Na ocasião, Altman também afirmou que a tecnologia passou a executar partes significativas de atividades profissionais que, até recentemente, dependiam de trabalhadores humanos.
Segundo o executivo, essa transformação aconteceu em poucos meses. No início de 2026, os sistemas de inteligência artificial ainda estariam atrás dos principais pesquisadores humanos. Agora, na avaliação dele, essa relação teria se invertido.
Sam Altman acredita que a IA ultrapassou os melhores cientistas
Durante sua participação no evento, Altman destacou a velocidade com que os modelos de inteligência artificial evoluíram ao longo do ano.
O executivo afirmou que, no começo de 2026, a IA geralmente não alcançava o nível dos cientistas mais inteligentes, mas que agora, em grande parte, já os superaria.
A declaração não veio acompanhada de uma metodologia pública que demonstrasse essa superioridade de maneira abrangente. Isso é importante porque resolver problemas científicos específicos não significa necessariamente possuir todas as capacidades de um pesquisador humano. “Ao início deste ano, isto é muito aproximado porque é instável e não é verdade em todos os sentidos, mas a IA não era, na maior parte, tão inteligente quanto o nosso cientista mais inteligente e agora é, na maior parte, mais inteligente do que eles”, afirmou Altman.
A atividade científica envolve formular hipóteses, desenvolver experimentos, interpretar resultados, reconhecer limitações metodológicas e produzir descobertas que possam ser verificadas por outros especialistas.
Embora os modelos de IA apresentem avanços em raciocínio matemático, programação e análise de informações, o desempenho nessas tarefas não comprova, isoladamente, uma superioridade científica generalizada.
IA também estaria assumindo tarefas de profissionais de escritório
Altman estendeu sua avaliação ao mercado de trabalho. Segundo ele, no início do ano, os sistemas de IA ainda não conseguiam executar muitas atividades de profissionais de escritório. Atualmente, porém, já seriam capazes de realizar partes consideráveis dessas funções.
A distinção é relevante: automatizar tarefas de uma profissão não equivale necessariamente a substituir integralmente o profissional.
Atividades como análise de documentos, elaboração de relatórios, programação e processamento de grandes volumes de informações podem ser parcialmente automatizadas. Entretanto, decisões que envolvem responsabilidade, conhecimento contextual e avaliação de consequências ainda exigem supervisão.
Apesar de reconhecer que essa transformação pode provocar mudanças profundas na economia, Altman demonstrou confiança na capacidade de adaptação da sociedade.
Ele também defendeu que os seres humanos precisam continuar controlando os sistemas de inteligência artificial, em vez de transferir progressivamente às máquinas as decisões sobre o futuro.
Declarações acontecem em meio a questionamentos sobre pesquisas matemáticas da OpenAI
As afirmações de Altman surgem em um momento de controvérsia envolvendo a utilização de inteligência artificial na pesquisa matemática.
A OpenAI vem divulgando resultados obtidos com seus modelos em problemas complexos, incluindo trabalhos relacionados às equações de Navier-Stokes e à teoria de Yang-Mills.
Entretanto, pesquisadores questionaram a apresentação de algumas dessas descobertas, apontando problemas de atribuição, documentação e verificação independente.
Em entrevista recente ao The Verge, Altman reconheceu que a comunicação da empresa sobre os resultados matemáticos precisava melhorar. O executivo, porém, defendeu a continuidade da divulgação das descobertas produzidas com auxílio da IA. A discussão evidencia uma diferença fundamental entre produzir respostas matemáticas sofisticadas e demonstrar que elas representam avanços científicos relevantes, corretos e reproduzíveis.
Assim, a afirmação de que a IA já superou os melhores cientistas continua sendo uma avaliação de Altman, e não um consenso estabelecido pela comunidade científica.
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