Entusiasta une 9 Raspberry Pi para criar servidor e NAS doméstico, e admite que o projeto é um exagero

Um entusiasta levou cerca de cinco meses para montar um homelab que dificilmente poderia ser acusado de falta de ambição. O projeto reúne um Raspberry Pi 5 e oito Compute Module 5 em um rack doméstico que funciona como NAS, cluster de servidores e, principalmente, experimento de hardware. O próprio criador, porém, recomenda não seguir seus passos: considerando o preço atual das placas e demais componentes, ele considera a montagem exagerada em praticamente todos os aspectos.

Publicado no Reddit, a configuração nasceu menos de uma necessidade prática e mais do interesse do autor em desenvolver placas, organizar os módulos em formato semelhante ao de servidores blade e construir todo o conjunto dentro de um pequeno rack de 10 polegadas e 6U.

O NAS usa oito baias U.2, mas o Raspberry Pi vira o gargalo

A parte de armazenamento é comandada por um Raspberry Pi 5 de 8 GB. Ele recebeu uma placa de expansão PCIe x16, um switch NVMe e um enclosure com oito baias para unidades U.2.

Apesar do espaço disponível, atualmente apenas dois SSDs de 1,6 TB estão instalados em RAID 1. Todo o conjunto de unidades passa pela conexão PCIe do Raspberry Pi. O criador afirma que a largura de banda fica bastante limitada porque o switch NVMe inteiro acaba conectado ao Pi por apenas uma pista PCIe.

O Raspberry Pi 5 oferece oficialmente uma interface PCIe 2.0 x1 para periféricos externos, embora configurações experimentais possam trabalhar em PCIe Gen 3.

Oito Compute Module 5 formam o restante do cluster

Os outros oito nós usam Raspberry Pi Compute Module 5: três possuem 4 GB de memória e cinco têm 8 GB. O autor projetou uma backplane própria, além de placas carrier que transformam cada Compute Module em uma espécie de servidor removível.

Uma única fonte ATX alimenta o NAS, o cluster, o enclosure U.2 e o switch de rede. A comunicação passa por um switch 2,5 GbE de nove portas, embora a backplane criada para os Compute Module esteja limitada atualmente a Ethernet de 1 Gb/s por nó.

No software, a configuração é bem menos extravagante. Scripts Ansible automatizam a instalação, enquanto os computadores executam Docker em modo Swarm. O próprio autor reconhece que ainda não encontrou uma carga de trabalho que justifique todo esse hardware.

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Esta postagem foi modificada pela última vez em 18/09/2026 10:35

William R. Plaza: Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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