Um PlayStation 5 com cerca de cinco anos chegou a uma assistência técnica apresentando superaquecimento severo. Ao desmontar o console, o técnico polonês conhecido como Modyfikator89 encontrou uma grande área seca sobre o processador e uma camada endurecida no dissipador, justamente onde deveria existir uma interface eficiente de metal líquido.
O caso envolve um PS5 CFI-1116, uma das primeiras revisões do console. Segundo o técnico, o gálio presente no composto teria penetrado a camada protetora do dissipador e formado uma espécie de liga endurecida. O resultado foi a redução da capacidade de transferir calor do chip para o sistema de refrigeração.
PS5 Liquid Metal Nightmare Has Just Begun! 😱 Gallium diffusion just ate the heatsink in an early PS5 model!
This CFI-1116 unit came in with severe overheating. The liquid metal completely broke through the protective plating, forming a rock hard alloy crust and leaving a… pic.twitter.com/ImoQxJcvOe
— modyfikatorcasper (@Modyfikator89) August 11, 2026
O processador sobreviveu, mas o dissipador ficou marcado
Há uma diferença importante em relação à ideia de que o metal líquido teria destruído permanentemente o PS5. Depois da limpeza, a superfície do processador continuava intacta. As marcas permanentes estavam na placa de contato do dissipador, nos pontos em que sua camada protetora havia sido afetada. Portanto, o episódio não terminou com um processador irrecuperável.
Também não há evidência suficiente para concluir que todos os primeiros PS5 desenvolverão o mesmo problema depois de cinco anos. Trata-se de um console examinado por um técnico, embora oficinas especializadas já relatem casos de distribuição irregular do metal líquido associados a superaquecimento.
O técnico já havia encontrado metal líquido degradado em um PS5 Slim
O caso do CFI-1116 não é a primeira ocorrência desse tipo documentada por Modyfikator89. Em dezembro de 2025, o técnico mostrou um PS5 Slim CFI-2016 com menos de um ano e meio de uso que apresentava resíduos secos e oxidados de metal líquido sobre a APU.
Segundo ele, o console havia permanecido na posição vertical desde a compra. A observação levou o técnico a contestar a ideia de que manter o PS5 em pé seria, sozinho, responsável pelo problema. Em sua avaliação, a qualidade da aplicação do metal líquido e sua degradação após sucessivos ciclos de aquecimento também precisam ser consideradas.
Há ainda uma mudança de projeto relevante. Meses antes do caso atual, Modyfikator89 identificou nos PS5 Slim CFI-2116 mais recentes pequenas ranhuras na região que contém o metal líquido, seguindo uma solução empregada no PS5 Pro. O objetivo técnico é manter o material melhor distribuído e reduzir áreas secas.
A sequência reforça que a Sony continuou refinando esse sistema térmico ao longo da geração. Ela não permite, porém, concluir que todos os PS5 antigos sofrerão superaquecimento: os casos publicados pelo técnico não estabelecem uma taxa de falha para a base instalada do console.
Para proprietários dos modelos antigos, o caso não é motivo para desmontar preventivamente o console, metal líquido é eletricamente condutivo e seu manuseio inadequado pode danificar a placa. O sinal realmente relevante é outro: um PS5 que começa a superaquecer ou desligar sob carga merece diagnóstico técnico antes que simplesmente adicionar novo metal líquido seja tratado como solução.
Você também deve ler!
Esta postagem foi modificada pela última vez em 13/08/2026 11:04