Os aparelhos com o Android vêm a bastante tempo dominando o mercado high-end, com basicamente apenas o iPhone sendo capaz de lhe dar combate. Entretanto, quando falamos no mercado de aparelhos de médio e baixo custo o cenário é diferente, com a predominância do Symbian e de alguns feature-phones.
Isso tem mudado com o lançamento de alguns modelos com o Android na casa dos 150 a 200 dólares. Estes aparelhos se diferenciam dos flagships por utilizarem telas menores, com apenas 320×480 ou mesmo 320×240, SoCs de baixo desempenho, com processadores ARM11 e construções mais baratas, muitas vezes até mesmo com telas resistivas, que oferecem uma experiência de uso realmente muito ruim no Android.
O Optimus One P500 é mais um nesse novo mercado, que está sendo vendido na faixa dos R$ 700 no Brasil e oferece um conjunto de recursos um pouco acima da média dentro dessa faixa de preço.
A tela não é das maiores, com apenas 3.2″ e 480×320. Apesar de pequena, a tela mostra as mesmas 4 fileiras de ícones que temos em telas maiores, mas a menor densidade de pixels faz com que as fontes sejam menos detalhadas. Mesmo que você tenha uma visão muito boa, não é possível visualizar a mesma quantidade de texto que em uma tela maior, o que é uma limitação ao navegar. Apesar disso, ele oferece um visual atrativo, com botões via hardware (ele pode ser acordado pela tecla home, que é bem mais conveniente que o botão power) e um layout compacto. Apesar de usar uma tela resistiva, ela é coberta por uma camada plástica flexível, em vez de vidro (não atrapalha o uso, mas dá uma impressão de aparelho barato), que deve se tornar mais comum daqui pra frente nessa faixa de mercado.
O restante da configuração é modesta, com um processador ARM11 de 600 MHz (lento, mas que não chega a ser absurdamente lento como em alguns tablets chineses), GPU Adreno 200 e uma câmera de apenas 3 MP. Como disse, fica um pouco acima da média entre os aparelhos dessa faixa de preço, mas não se compara com os modelos high-end. O mais interessante no P500 é o fato de que este tipo de configuração tende a se tornar comum em outros modelos pé-de-boi lançados daqui pra frente.
