Você já deve ter ouvido falar do Project Ara, uma iniciativa da Google que tem por objetivo criar um smartphone modular, ou seja, cada usuário poderá escolher os componentes do aparelho. Será possível escolher um módulo de processador específico, a quantidade de memória RAM, a quantidade de espaço de armazenamento, o módulo de câmera, os sensores e assim por diante. Desta forma, se você prioriza mais a câmera num aparelho, poderá escolher um módulo com 20 MP, por exemplo, e economizar no número de sensores. Será mais ou menos como montar um PC.
A ATAP, divisão da Google que está por trás do Project Ara, disse que ia lançar esse tal smartphone modular em janeiro, também conhecido como próximo mês. Porém, até agora, nós não vimos nenhum protótipo funcional. Meses atrás foi apresentado um protótipo que conseguiu dar boot no sistema e depois travou. Mesmo assim, a divisão garante que conseguirá cumprir seus prazos. Pois bem, poucas semanas antes do fim do prazo, as parceiras de hardware começaram a aparecer. E a primeira delas é a nVidia, que entrará no projeto com o processador Tegra K1.
Através de uma postagem no perfil da divisão ATAP no Google+, a companhia anunciou a entrada da nVidia no projeto. O chip Tegra K1 já foi usado no Android antes, no tablet Nexus 9, da HTC, e ao que parece o resultado foi satisfatório para a gigante das buscas. Este processador demonstrou mais poder de fogo e uma economia de energia considerável. Esses são dois fatores que não costumam andar juntos. Com esse anúncio a Google joga por terra a promessa de só oferecer chips de baixo custo e com um desempenho aceitável. Até agora a única fabricante parceira era a Rockchip, que se enquadra justamente nesse perfil. Na minha opnião, essa foi uma ótima decisão da Google. Assim, quem tiver mais dinheiro no bolso poderá optar por um processador mais potente se quiser.
Outra fabricante de processadores que entrou na brincadeira foi a Marvell, que fará um chip quad-core compatível com a arquitetura de 64 bits, o PXA1928. Em janeiro está marcada uma conferência que tratará sobre o Project Ara e seu smartphone modular. Não acredito que seja já para lançar uma versão final do aparelho, talvez um protótipo funcional. Mas enquanto novas parceiras fabricantes de hardware não comprarem a ideia e aderirem ao projeto, o Ara demorará para sair do papel e chegar às mãos de milhares de consumidors no mundo inteiro.
Fonte: Google+
