O cientista chefe e vice-presidente sênior de pesquisa da Nvidia, Bill Dally, afirmou que o escalonamento da CPU previsto pela Lei de Moore atingiu uma “parede de tijolos”, ou seja, está morta, e que um salto no processamento paralelo é necessário para manter o avanço da indústria da informática em um ritmo acelerado.
Segundo Dally, a boa notícia é que existe uma maneira de sair desta crise. A computação paralela poderá ressuscitar a Lei de Moore e fornecer uma plataforma sólida para o futuro crescimento econômico e inovação comercial da área. O desafio, afirma Bill, é a indústria de computação lançar mão das práticas que têm sido utilizados há décadas, e se adaptar a esta nova plataforma.
Indo mais além, o pesquisador diz que o ponto crucial é o desenvolvimento da computação paralela eficiente em termos de consumo de energia, o que reflete em computadores com vários núcleos de processamento, cada um otimizado para alta eficiência, e não para a velocidade serial, todos trabalhando em conjunto na solução de um problema.
Uma vantagem dos computadores paralelos é que essa eficiência traduz mais transístores em maior performance: dobrando o número de transístores, os programas rodarão duas vezes mais rápido. Isso é bem diferente da computação serial, onde a duplicação do número de transístores resulta em um aumento de desempenho bem modesto, e um grande desperdício de energia.
Vejamos se a predição de Dally se cumprirá no futuro. Torçamos para que sim 🙂