A MSI anunciou cinco novas placas-mãe para processadores AMD Ryzen. O grande destaque está na BIOS com tamanho dobrado, saltando de 32 MB para 64 MB. Isso pode parecer um detalhe qualquer, mas é esse espaço extra que deve garantir que a plataforma AM5 continue viva e relevante nos próximos anos, sem precisar abandonar funcionalidades no meio do caminho.
As novas placas chegam sob as linhas Max e Evo: MEG X870E Ace MAX, MAG X870E Tomahawk Max WiFi, MAG X870E Gaming Plus MAX WIFI, MPG X870i Edge Ti Evo WIFI e Pro X870E-S Evo WIFI. Todas suportam os Ryzen das séries 7000, 8000 e 9000 — e também estão “prontas para processadores AMD de próximo nível”, segundo a própria MSI.
A AMD está claramente preparando o lançamento de novos chips Ryzen 9000X3D, provavelmente na CES em janeiro. Um deles, o Ryzen 7 9850X3D, já vazou até no próprio site da AMD antes de ser deletado às pressas. Esse modelo deve trazer frequência boost de 5,6 GHz — contra os 5,2 GHz do Ryzen 7 9800X3D atual — mantendo os mesmos 96 MB de cache L3 + 3D V-Cache.
E aqui entra o BIOS maior. Com 64 MB, a MSI consegue armazenar microcódigos mais complexos para múltiplas gerações de processadores, drivers de vídeo integrado dos APUs, e funcionalidades extras sem ter que sacrificar suporte a chips antigos. Em outras palavras: quem comprar essas placas hoje não vai ficar na mão quando a AMD lançar os Ryzen baseados em Zen 6 lá na frente.
Chip OC Engine
Outra novidade importante é o chip auxiliar OC Engine, um gerador de clock externo que permite ajustar a frequência base do processador de forma independente do SoC. Na prática, isso significa que você pode aumentar o desempenho do CPU sem mexer nos outros componentes críticos do sistema, reduzindo o risco de instabilidade.
A MSI introduziu perfis pré-configurados chamados PBO Base Clock Booster, que aumentam automaticamente o clock base para cerca de 103 MHz ou 105 MHz enquanto mantêm o SoC na frequência padrão. É um modo de ganhar performance sem precisar fuçar manualmente em dezenas de opções do BIOS — útil para quem quer um empurrãozinho sem virar overclocker profissional.
MEG X870E Ace MAX: o modelo topo de linha
Entre as cinco placas, a MEG X870E Ace MAX é a estrela para quem quer apertar até a última gota de desempenho do sistema. Ela traz uma VRM de 21 fases (18+2+1), configuração que entrega energia limpa e estável mesmo sob carga pesada de overclock.
A conectividade também não decepciona: quatro portas USB-C (duas de 10 Gbps e duas de 40 Gbps), rede de 5 Gbps e 10 Gbps, e vários slots M.2 com suporte a PCIe 5.0 e 4.0. É uma placa cara, sem dúvida, mas feita para quem monta uma estação de trabalho ou uma máquina de gaming sem meio-termo.
Modelos intermediários e compactos
As placas MAG X870E Tomahawk Max WiFi e MAG X870E Gaming Plus MAX WIFI miram o público entusiasta, mas sem o preço proibitivo do modelo Ace. Ambas vêm com VRM de 17 fases (14+2+1), USB-C de 40 Gbps com DisplayPort alternativo, Wi-Fi 7 e rede de 5 Gbps. A diferença fica nos slots M.2: quatro no Tomahawk, três no Gaming Plus. A versão Gaming Plus também terá uma variante “PZ” com todos os conectores de força na parte de trás da placa, facilitando o gerenciamento de cabos em gabinetes modernos.
Para builds compactas, a MPG X870i Edge Ti Evo WIFI chega no formato Mini-ITX com foco em estética branca. VRM de 11 fases (8+2+1), PCIe 5.0, dois USB-C de 40 Gbps e Wi-Fi 7. Ela vem com uma placa de expansão separada que adiciona mais portas USB, SATA e um slot M.2 extra — solução criativa para compensar o espaço limitado do formato.
A Pro X870E-S Evo WIFI é a aposta da MSI para uso profissional e escritórios. VRM de 12 fases, Wi-Fi 7, rede 5G, e mecanismos de instalação rápida para SSD e GPU. Não é uma placa para bater recordes de benchmark, mas promete estabilidade e facilidade de manutenção.
Preço e disponibilidade
A MSI não revelou essas informações.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 13/12/2025 13:52