O cerco fechou novamente para o X no Brasil. Desta vez, o alvo não é apenas a moderação de conteúdo, mas a própria tecnologia de Inteligência Artificial da plataforma. O Ministério Público Federal (MPF), a ANPD e a Senacon emitiram um ultimato conjunto exigindo que a empresa adote medidas eficazes imediatas contra a geração de deepfakes.
A decisão foca especificamente no Grok, a IA generativa integrada ao X, que tem sido utilizada para criar imagens sexualizadas e erotizadas de pessoas (incluindo menores de idade) sem consentimento.
Por que o Ultimato?
As autoridades brasileiras perderam a paciência. Em janeiro, o X havia enviado uma resposta sobre o problema, alegando ter removido milhares de posts e suspenso contas. No entanto, o MPF e a ANPD consideraram as explicações “genéricas” e insuficientes. Testes técnicos realizados pelos próprios órgãos mostraram que, apesar das promessas de Elon Musk, o Grok continua gerando conteúdo manipulado proibido quando provocado, provando que as travas de segurança da IA são falhas.
Exigência de Dados Reais
Agora, a empresa tem 5 dias úteis para parar de enrolar e apresentar provas técnicas. As autoridades não querem apenas notas de RP; elas exigem:
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Relatórios Métricos Detalhados: Quantas imagens foram bloqueadas? Qual o tempo médio de resposta?
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Critérios Claros: Como o algoritmo decide quem é banido?
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Monitoramento Mensal: O X terá que enviar relatórios constantes para provar que a situação não voltou a piorar.
Se a plataforma falhar em entregar esses dados ou se o Grok continuar “solto”, a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) pode aplicar multas diárias pesadas, enquanto a Senacon pode abrir processos administrativos baseados no Código de Defesa do Consumidor. O caso pode se tornar um marco na regulação de IAs generativas no Brasil, estabelecendo que plataformas são, sim, responsáveis pelo que seus robôs criam.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 12/02/2026 20:54