Microsoft volta a instalar o Copilot automaticamente no Windows 11 para assinantes do Microsoft 365

No início deste ano, a Microsoft reverteu uma mudança controversa no Windows 11 que instalava automaticamente o Microsoft 365 Copilot para usuários do Office. Não demorou muito para a empresa retornar às instalações automáticas. A Microsoft confirmou que está retomando as instalações automáticas do Microsoft 365 Copilot. O software será implementado em “PCs Windows qualificados com aplicativos de desktop do Microsoft 365”. Isso inclui aplicativos como Microsoft Word, Excel e PowerPoint, disponíveis por meio de assinatura mensal ou anual para usuários individuais e corporativos.

A instalação foi projetada para ocorrer sem qualquer interação do usuário. Ela será ativada automaticamente na maioria dos computadores que executam aplicativos do Microsoft 365. No entanto, o simples uso do Word não instala automaticamente o Microsoft 365 Copilot. Felizmente, se você usa pacotes do Office com pagamento único essa alteração não se aplica a eles.

Segundo a Microsoft, a solução tem como objetivo “simplificar o acesso ao aplicativo Copilot e garantir que os usuários possam descobrir e usar facilmente os recursos de produtividade”.

Os usuários que não desejarem ver o aplicativo Microsoft 365 Copilot AI em seus computadores precisarão desinstalá-lo manualmente ou optar por não instalá-lo. O processo será um pouco mais simples para usuários individuais do que para administradores que gerenciam redes inteiras de computadores.

Na Europa, o panorama é diferente. As regulamentações da União Europeia consideram a instalação forçada sem o consentimento do usuário uma violação. Portanto, é provável que a Microsoft suspenda a implementação da instalação automática na União Europeia.

E no caso do Brasil? 

A legislação brasileira não proíbe explicitamente a instalação automática de software por parte de empresas com as quais o usuário já mantém uma relação contratual ativa. No entanto, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, Lei nº 13.709/2018) estabelece que qualquer coleta ou tratamento de dados pessoais deve ter uma base legal válida, finalidade específica e transparência para o titular.
No caso do Microsoft 365 Copilot, que pode processar dados do usuário para oferecer suas funcionalidades, a Microsoft poderia se apoiar em bases legais como a execução de contrato ou o legítimo interesse, não necessariamente no consentimento. Ainda assim, a prática levanta questionamentos sobre os princípios da finalidade e da necessidade, que exigem que o tratamento de dados seja limitado ao mínimo necessário.

A fiscalização cabe à ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), que pode investigar e aplicar sanções em caso de irregularidades. Diferentemente da União Europeia, onde há interpretações mais rígidas contra práticas consideradas “imposição” de software, o Brasil ainda não possui regulamentação específica sobre instalação automática. Na prática, isso coloca a questão em uma zona cinzenta, que dependeria de análise caso a caso pela ANPD ou pelo Judiciário.

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Esta postagem foi modificada pela última vez em 23/06/2026 21:18

William R. Plaza: Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br