Esse entusiasta tem RTX 5090 e OLED de 240 Hz, mas montou um PC vintage com Titan X e diz ter ficado impressionado com a clareza do CRT

Mesmo tendo um computador com Core i7-13700K, GeForce RTX 5090 e monitor OLED de 240 Hz, um entusiasta decidiu montar outra máquina para jogar. Em vez de procurar componentes atuais, ele voltou algumas gerações e combinou um Core i7-3770K com uma GeForce GTX Titan X Maxwell e um monitor CRT profissional.

O objetivo não era construir um PC capaz de competir com máquinas atuais. Publicado na comunidade r/sleeperbattlestations do Reddit, o projeto foi pensado para recuperar uma experiência específica: jogar em um CRT usando hardware ainda capaz de fornecer sinal analógico diretamente ao monitor.

O resultado é um computador que mistura componentes de diferentes momentos da década passada e uma tela ainda mais antiga. Segundo o proprietário, o CRT Cornerstone fabricado pela Hitachi trabalha em 1600 × 1200 a 81 Hz, 1024 × 768 a 127 Hz e 800 × 600 a 165 Hz.

E é justamente o monitor, não o computador, que explica boa parte das escolhas.

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sleeperbattlestations

 

A Titan X foi escolhida para enviar sinal analógico diretamente ao CRT

A placa de vídeo do projeto é uma GeForce GTX Titan X baseada na arquitetura Maxwell, equipada com 12 GB de memória GDDR5. O proprietário diz que escolheu especificamente esse modelo por considerá-lo a GPU de consumo mais rápida capaz de fornecer sinal analógico nativamente. O autor afirma que poderia usar seu computador com RTX 5090 e encaminhar a imagem por outra placa ou recorrer a um conversor. Segundo ele, porém, essa solução acrescentaria entre 2 e 4 ms ao caminho do sinal.

A alternativa foi construir uma máquina inteira ao redor do CRT. O PC recebeu uma placa-mãe ASRock Z77 Extreme3, 32 GB de memória DDR3-1866 CL10 e um Core i7-3770K. O processador Ivy Bridge tem quatro núcleos e oito threads e, no computador mostrado, está operando com overclock de 4,5 GHz.

A Titan X também não permaneceu nas configurações originais. O proprietário relata ter aplicado +150 MHz ao núcleo e +300 MHz à memória.

O CRT chega a 165 Hz quando a resolução cai para 800 × 600

É no monitor que o projeto deixa de ser apenas mais uma montagem com componentes antigos.

Segundo as especificações relatadas pelo proprietário, o Cornerstone oferece três combinações que ele destaca:

  • 1600 × 1200 a 81 Hz;
  • 1024 × 768 a 127 Hz;
  • 800 × 600 a 165 Hz.

A possibilidade de trocar resolução por frequências de atualização maiores permite ao usuário experimentar jogos antigos em condições bastante diferentes das encontradas em monitores LCD que sucederam os CRTs. O próprio autor descreve o computador como “semi-autêntico”. A intenção não foi reproduzir exatamente uma máquina vendida em determinado ano, mas reunir componentes antigos capazes de mostrar o que um CRT profissional poderia fazer quando combinado com uma GPU ainda preparada para saída analógica.

O Core i7-3770K é anterior à Titan X Maxwell, portanto não se trata de uma configuração historicamente fechada em uma única geração. O projeto procura preservar uma combinação tecnologicamente plausível daquele período, não reconstruir um PC específico de fábrica.

Dono compara a clareza do CRT com a de seu OLED de 240 Hz

É justamente aqui que aparece o contraste mais curioso da montagem. Do outro lado do cômodo, segundo o proprietário, fica seu computador moderno com Core i7-13700K, RTX 5090 e monitor OLED 1440p de 240 Hz. Mesmo assim, ele diz continuar impressionado com a clareza de movimento apresentada pelo CRT.

Em sua percepção, o CRT acima de 80 Hz consegue ficar em nível semelhante ao OLED de 240 Hz nesse aspecto. Quando reduz a resolução para passar dos 100 Hz, ele afirma que a imagem em movimento parece ainda mais clara. Mas há uma diferença fundamental entre as tecnologias que ajuda a explicar por que CRTs ainda despertam interesse por sua apresentação de movimento. O funcionamento de um tubo de raios catódicos é muito diferente do comportamento sample-and-hold característico de telas planas modernas.

Core i7-3770K e Titan X ainda rodam Cyberpunk 2077, segundo o proprietário

Embora tenha sido montada principalmente para jogos antigos, a máquina também foi colocada diante de software muito mais recente. Cyberpunk 2077 rodou em qualidade média acima de 70 FPS. Ele também responde afirmativamente a uma pergunta quase obrigatória para qualquer PC retrô de alto desempenho: sim, a máquina roda Crysis.

Para jogos que o sistema consegue manter acima de 100 FPS, o proprietário considera a experiência no CRT particularmente boa. Em títulos modernos nos quais precisa reduzir configurações para alcançar taxas elevadas, ele próprio reconhece que a situação muda.

O preço

O preço também exige uma explicação.

A publicação original foi apresentada como um PC de aproximadamente US$ 600, mas o próprio autor posteriormente detalhou os valores e reconheceu que o número do título era mais chamativo do que preciso.

Segundo suas contas, os componentes custaram aproximadamente:

  • Core i7-3770K: US$ 55;
  • GTX Titan X: US$ 110;
  • 32 GB de RAM: US$ 100;
  • fonte: US$ 70;
  • gabinete: US$ 90;
  • CRT: US$ 120;
  • mouse: US$ 70;
  • teclado: US$ 57.

A placa-mãe e o cooler foram obtidos gratuitamente. Somando os números apresentados pelo autor, o conjunto completo chega perto de US$ 672, enquanto a torre ficou em aproximadamente US$ 420 a US$ 430.

O Noctua ainda carrega marcas de refrigerante de cerca de 12 anos atrás

O enorme air cooler Noctua NH-D14 instalado sobre o Core i7 não foi comprado para o projeto. Ele já havia sido usado em computadores anteriores da família. Seu pai utilizou a peça durante anos em uma máquina com um Core i5-3570 e uma Radeon HD 4850. Nesse período, bebidas foram derramadas mais de uma vez sobre o computador.

O procedimento adotado era desconectar a máquina, deixá-la secar por vários dias e voltar a ligá-la. O filho afirma que só percebeu o que havia acontecido quando posteriormente abriu o gabinete para limpar a poeira.

O NH-D14 sobreviveu e, segundo ele, ainda conserva marcas de rum com Coca-Cola de aproximadamente 12 anos atrás.

O objetivo não é provar que CRT é melhor que OLED

O proprietário considera a clareza de movimento do Cornerstone um dos pontos mais impressionantes do conjunto e chega a dizer que acredita jogar melhor Halo: Combat Evolved no CRT. Isso continua sendo uma percepção pessoal, não evidência de vantagem competitiva.

O projeto é mais interessante quando não tenta transformar essa preferência em uma disputa universal entre tecnologias. Um OLED moderno oferece resolução muito maior, dimensões e peso drasticamente menores e várias características que um CRT antigo simplesmente não consegue reproduzir. O CRT, por outro lado, conserva propriedades de apresentação de movimento que continuam despertando interesse entre determinados jogadores e entusiastas.

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William R. Plaza: Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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