Michał Kiciński, um dos fundadores da CD Projekt, acaba de fazer um movimento estratégico significativo no mercado de games ao adquirir 100% das ações da GOG por impressionantes US$ 25 milhões. A transação marca o retorno do empresário ao controle direto de uma plataforma que ele ajudou a criar em 2008, inicialmente como uma iniciativa da própria CD Projekt para preservar jogos clássicos.
A compra foi totalmente financiada com recursos garantidos no momento do fechamento do negócio, sem que Michał Kiciński precisasse vender qualquer uma de suas ações da CD Projekt. A GOG, conhecida globalmente como uma loja digital sem DRM (tecnologias de proteção contra cópias), continuará operando de forma independente sob o novo proprietário.
Um ponto crucial do acordo garante que a filosofia anti-DRM da plataforma será mantida, assim como o trabalho contínuo para preservar títulos clássicos e torná-los jogáveis em computadores modernos. Além disso, CD Projekt e GOG assinaram um acordo de distribuição que assegura que os jogos da CD Projekt Red — estúdio responsável por sucessos como as séries The Witcher e Cyberpunk 2077 — seguirão disponíveis no catálogo da loja.
Embora o comunicado oficial não tenha detalhado os motivos específicos para a venda, um relatório publicado na seção de Anúncios Regulatórios do site da CD Projekt esclarece que a decisão está alinhada com a estratégia de crescimento do grupo, que visa concentrar esforços em seu negócio principal: o desenvolvimento e publicação de jogos de vídeo baseados em franquias próprias e novas.
O documento também menciona um “processo competitivo de venda”, sugerindo que Michał Kiciński possivelmente não foi o único interessado em adquirir a plataforma. Esta informação indica que a GOG continua sendo vista como um ativo valioso no mercado de distribuição digital de games, mesmo em um cenário dominado por gigantes como Steam e Epic Games Store.
Enquanto tudo indica que Kiciński terá um papel ativo na gestão da GOG após a aquisição, sua participação atual na CD Projekt permanece menos clara. Ele continua sendo um acionista significativo da empresa, mas não aparece listado no Conselho de Administração ou no Conselho Supervisor da companhia.
Para o mercado brasileiro, esta mudança pode significar novas diretrizes para a plataforma que é conhecida por frequentemente oferecer preços regionalizados mais acessíveis em comparação com outras lojas digitais, especialmente em promoções sazonais.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 29/12/2025 16:05