A Meta anunciou nesta sexta (5) sete acordos de licenciamento de conteúdo para IA com publishers como CNN, Fox News, USA Today, People Inc., Daily Caller, Washington Examiner e Le Monde. Esses contratos de múltiplos anos permitem que o chatbot Meta AI use notícias recentes e antigas desses veículos para respostas em tempo real, integrando links diretos aos sites originais
Por que a Meta mudou de ideia?
Há dois anos, a empresa cortou pagamentos a jornais no Facebook e fechou a aba de notícias, alegando que usuários não vinham por isso. Agora, com a corrida por IAs melhores, inverte o jogo: quer dados frescos e verificados para treinar o Llama, seu modelo de linguagem. É uma jogada pragmática — concorrentes como OpenAI já fecharam com WSJ e FT, enquanto Amazon e Microsoft pagam por uso.
Os valores não foram divulgados, mas deals semelhantes variam de US$ 1 milhão a US$ 5 milhões anuais, dependendo do volume. Para publishers, é receita extra em tempos duros; para Meta, evita processos como o do New York Times contra Perplexity, movido no mesmo dia.
Impacto para quem usa IA no dia a dia
Pergunte ao Meta AI sobre eleições ou esportes e ele puxa de fontes diversas, de esquerda a direita, com links. Isso melhora precisão e reduz alucinações, mas levanta dúvida: quem controla o que é “notícia relevante”? No Brasil, onde WhatsApp domina, isso pode influenciar como notícias circulam via IA embutida.
Editors conservadores como Daily Caller entram para equilibrar visões, sinalizando que Meta busca neutralidade — ou pelo menos pluralidade. Riscos? Dependência de big techs para tráfego, algo que publishers aprenderam a não confiar.
