A Apple é famosa por produzir computadores pessoais diferentes dos da concorrência, vendendo-os em grande volume (apesar dos Macs responderem por apenas uma fração do mercado, cada Mac vendido é lucro para a Apple, o que faz com que ela venda mais do que empresas como a Dell e a HP nesse segmento) e ainda por cima com margens de lucro bem mais folgadas que as da concorrência.
Como se não bastasse os PCs, a Apple tem também o iPad, com sua gigantesca exposição na mídia e também os iPods, que apesar de “fora de moda” continuam vendendo em enorme volume. Tendo tudo isso em mente, poderíamos pensar que o produto remanescente, o iPhone, responde apenas por uma fração do lucro da empresa, talvez 20 ou 25%, mas no último trimestre ele respondeu sozinho por pouco mais de 50% do lucro líquido da maçã!
Naturalmente, o número não inclui apenas as vendas do hardware, mas também as vendas da App Store e outros serviços relacionados, mas mesmo assim a percentagem é assombrosa.
Números como esse ilustram o porquê de a atenção dos fabricantes estar mudando dos computadores pessoais para os dispositivos móveis e especialmente smartphones: é neles que está o dinheiro. Embora também continuem sendo vendidos em enorme quantidade, os PCs passam cada vez mais a serem vistos como commodities, uma mudança de prioridades que terá consequências importantes nos próximos anos.
