Jogo justo equivocado, ou não seria tão justo assim?

Há um bom tempo uma campanha chama a atenção de gamers pelo Brasil todo: o Jogo Justo. Moacyr Alves Júnior lutava pela redução nos preços dos jogos, o que atraiu muitos fãs, entusiastas da área e “simpatizantes do movimento”, de uma forma geral.

Tudo ia muito bem até que ele se tornou conselheiro do Ministério da Cultura e começou um papo de taxar o Steam, alegando que o que o Steam faz é ilegal… Aí já viu, né? Quase todo aquele apoio dos gamers mudou de uma hora para outra, já que a exigência de representação legal do Steam no Brasil aumentaria os preços, potencialmente favorecendo lojistas, que não reduziriam os preços atuais de qualquer forma. No final, para variar, quem sairia prejudicado seria o própio consumidor de games.

Desde então ele passou a responder diversas queixas pelo Twitter e prometeu um esclarecimento, dizendo que não é bem isso:

“Amigos por fim a isso, que acho que foi bem desgastante, para todos, fui mal interpretado, porque da forma que falei deixei dúvidas, teremos um pronunciamento oficial em breve, e não se preocupem não tenho intenção alguma de taxar Steam e nem pretendo fazer isso, o Steam é sem dúvida um ótimo serviço, que eu não sabia mas tem sim servidores no Brasil peço desculpas se deixei isso mal interpretado, sempre lutei pelos gamers e sermpre o farei. Abraços”

Quem perdeu a história das antigas pode conferir um resumo no Kotaku.

Não há legislação específica sobre produtos comprados por download de empresas de fora. E de qualquer forma quase sempre o governo já fica com uma parte do valor, por meio do IOF (Imposto sobre Operações de Crédito), de cerca de 6,3%. O fato de não existir legislação sobre determinada coisa, não torna essa coisa ilegal. Aparentemente a ideia seria cobrar um imposto de 5% com a empresa no Brasil, substituindo no caso o IOF.

Atualização: a carta aberta dele foi publicada, confira aqui.

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Esta postagem foi modificada pela última vez em 26/04/2012 08:44