A comunidade de hardware já está acostumada com a ideia de que processadores topo de linha precisam de placas-mãe robustas, mas a Intel parece pronta para levar essa regra ao extremo na sua próxima geração de desktops. Novos vazamentos indicam que os futuros processadores Nova Lake-S (a provável linha Core Ultra série 300) terão seus limites de energia tão altos que placas-mãe intermediárias simplesmente vão “capar” o desempenho das CPUs mais caras.
Segundo o conhecido insider de hardware “Jaykihn” a Intel planeja introduzir um perfil de energia brutal para os modelos Core Ultra 7 e Core Ultra 9. E a má notícia para quem gosta de economizar na placa-mãe é que apenas o chipset topo de linha Z990 conseguirá lidar com essa carga.
O monstro de quase 500W
O vazamento detalha que os processadores topo de linha da arquitetura Nova Lake trarão um perfil chamado “Extreme Power Delivery Profile”. Neste modo, o parâmetro PL2 (Maximum Turbo Power) — que dita o consumo máximo da CPU durante picos de estresse — pode chegar a absurdos 500 watts.
Para alimentar um chip sugando meia dezena de quilowatts, a placa-mãe precisa de um sistema de VRM (Módulo de Regulação de Tensão) de nível de servidor. E é exatamente por isso que a Intel estaria bloqueando esse perfil “Extreme” via BIOS nos chipsets intermediários, como o futuro B960. Se você colocar um Core Ultra 9 Nova Lake em uma placa B960, ele funcionará, mas ficará travado em perfis de energia muito mais conservadores (provavelmente na casa dos 250W a 300W), impedindo que a CPU alcance seus clocks de boost máximos sustentados.
O Fim do “Custo-Benefício” no High-End?
Historicamente, muitos entusiastas compravam uma CPU i9 e a instalavam em uma placa-mãe série “B” de boa qualidade (que não permite overclock manual pesado, mas libera o turbo automático da Intel), economizando um bom dinheiro no setup final.
Com a geração Nova Lake, essa estratégia parece estar com os dias contados. A Intel quer garantir que a estabilidade do sistema não seja comprometida por VRMs derretendo em placas mais baratas, mas o efeito colateral é que o custo de entrada para a plataforma de altíssimo desempenho ficará significativamente mais caro.
A geração Nova Lake-S deve inaugurar um novo soquete (LGA 1851) e tem previsão de lançamento apenas para o segundo semestre de 2026.
