Apesar de todo o sucesso nos smartphones, o Android ainda continua tendo grandes dificuldades em entrar com força no mercado de tablets. É bem verdade que o Galaxy Tab vendeu quase dois milhões de unidades, mas isso é muito pouco se comparado às 50 milhões de unidades do iPad vendidas. De fato, a maior parte das vendas de tablets com o Android estão ainda ocorrendo por conta dos tablets chineses, que oferecem uma qualidade e experiência de uso bastante ruim, mas tem feito sucesso devido a serem muito baratos.
O principal fator por trás da dificuldade é a falta de uma versão do Android otimizada para tablets. Naturalmente, o Froyo pode ser perfeitamente usado em telas maiores, mas os tablets com eles acabam se parecendo com celulares gigantes, oferecendo uma experiência de uso muito deficiente.
A tempos o Google vem prometendo uma versão do sistema otimizada para tablets, o que é outro dos motivos por trás da demora, já que os fabricantes passaram a atrasar os lançamentos à espera da nova versão.
Agora, finalmente, o Honeycomb (Android 3.0) está para ser lançado, oferecendo uma nova interface, otimizada para tablets, mais opções de widgets, nova barra de notificação, e novas funções dentro da API, que permitem aos desenvolvedores combinarem várias atividades na mesma tela, dividindo a tela em fragmentos, cada um exibindo um grupo de informações. Esta é provavelmente a mudança mais fundamental dentro do Honeycomb, pois permite que os aplicativos aproveitem melhor a área da tela, combinando a exibição de informações que nos smartphones precisariam ser exibidas em janelas separadas, como um aplicativo de e-mal exibindo a lista de e-mails ou de contatos de um lado e o texto dos e-mails do outro:
O grande porém no momento é que o Honeycomb começa sua carreira como uma versão exclusivamente para tablets, mantida separadamente para as versões para smartphones. Embora o Honeycomb seja capaz de rodar aplicativos escritos para smartphones, os aplicativos escritos para ele tirando proveito nos novos recursos da API precisarão ser modificados para que possam rodar nos telefones, criando uma fissão dentro da plataforma. É claro que no futuro a tendência é que o Google tenda a unificar novamente as duas versões, voltando a oferecer uma plataforma unificada, mas por enquanto não existe confirmação de quando isso possa ocorrer.
De qualquer forma, o honeycomb parece muito promissor como um sistema para tablets. Você pode ver mais detalhes no preview do Anadtech.

