Nova regra dos EUA pode exigir histórico das redes sociais dos últimos 5 anos para para liberar entrada no país

Novas regras nos EUA podem exigir histórico de redes sociais de turistas nos últimos 5 anos. Entenda o impacto e quem será afetado.

Uma nova proposta do governo americano poderá exigir que viajantes de dezenas de países forneçam seu histórico de redes sociais dos últimos cinco anos para conseguir entrar nos Estados Unidos, informa o Washington Post. A medida, apresentada recentemente pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), afetaria especificamente os turistas que utilizam o programa ESTA, que permite visitas de curta duração sem necessidade de visto tradicional.

Impacto para cerca de 40 nações

social media

A iniciativa impacta cidadãos de aproximadamente 40 nações, incluindo países como Reino Unido, França, Japão e outros parceiros do programa de isenção de vistos. Brasileiros, por enquanto, não serão afetados diretamente pela mudança, já que continuam necessitando de visto para entrar em território americano.

De acordo com o Washington Post, essa proposta se insere em um contexto mais amplo de endurecimento das políticas migratórias dos EUA durante o segundo mandato de Donald Trump, com o governo citando preocupações com segurança nacional como principal justificativa.

Mãos usando smartphone com feed de rede social e ícones de notificações em ambiente noturno roxo e azul

Atualmente, o processo para obtenção do ESTA é relativamente descomplicado e tem custo de US$ 40. Com as mudanças propostas, além do histórico completo de redes sociais, os candidatos precisarão fornecer números de telefone utilizados nos últimos cinco anos, endereços de e-mail da última década e informações mais detalhadas sobre familiares.

O momento escolhido para implementar essas medidas é particularmente sensível, já que os Estados Unidos se preparam para receber um fluxo significativo de turistas estrangeiros nos próximos anos com a Copa do Mundo de futebol em 2026 e as Olimpíadas de Los Angeles em 2028.

Impactos na privacidade e economia

A BBC reporta que a proposta já gerou reações imediatas de especialistas e grupos de defesa dos direitos digitais, que alertam para possíveis violações de privacidade e criação de barreiras práticas para viajantes internacionais. Advogados especializados em imigração avaliam que o tempo necessário para aprovação das viagens provavelmente aumentará significativamente.

Para além das preocupações com liberdades civis, existe um receio real sobre o impacto econômico dessas medidas. Analistas do setor de turismo apontam que o endurecimento das fronteiras americanas já está afetando negativamente a indústria de viagens. Projeções indicam que os Estados Unidos podem ser a única economia analisada a registrar queda nos gastos de visitantes internacionais em 2025.

Capitólio dos EUA com céu azul e bandeira americana tremulando

Um exemplo concreto desse declínio é observado no número de turistas canadenses, que vem caindo consecutivamente há dez meses, sinalizando desafios crescentes para o setor turístico americano. Este cenário pode se intensificar caso as novas exigências de histórico de redes sociais e outros dados sejam implementadas.

A proposta foi oficialmente publicada no registro federal do governo americano e permanecerá aberta para comentários públicos durante 60 dias, período após o qual poderá avançar para implementação.

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