Em um silencioso e pacato cantinho de seu site, a Intel forneceu algumas informações sobre alguns aspectos do núcleo gráfico integrado de sua próxima geração de processadores, os Ivy Bridge de 22 nm, que substituirão os Sandy Bridge. O engenheiro de software sênior da Intel, Philip Taylor, revelou mais detalhes em uma entrevista relacionada ao desenvolvimento de jogos.
Questionado sobre o que teríamos de novidade este ano e sobre o que o Ivy Bridge significaria aos desenvolvedores de jogos, Taylor disse que apesar dele não poder falar muito, veremos recursos gráficos mais parrudos, que suportem pós-processamento, texturização, e outros pontos que praticamente só vemos em placas dedicadas.
Além disso, Philip afirma que a série Ivy Bridge trará produtos interessantes, com melhorias no AVX, suporte ao DirectX 11, 30% mais unidades de execução, e suporte para até 3 telas, inclusive via HDMI 1.4a. Isso sem falar do suporte ao PCI Express 3.0, trazendo um significativo aumento velocidade nas transferências de dados. A linha Ivy Bridge terá ainda compatibilidade integrada com o USB 3.0.
É interessante o papo sobre o DirectX 11 e o suporte a três monitores, porque esses dois pontos são os principais que a AMD utiliza para vender suas placas gráficas mais básicas. Além disso, com uma quantidade de EUs 30% superior, o componente gráfico do Ivy Bridge será consideravelmente mais rápido – e isso é bom para o mercado de jogos e para o consumidor, e ruim para a AMD e Nvidia, que poderão ficar um pouco mais preocupadas com relação a seus chipsets mais simples – já que a próxima geração de gráficos integrados da Intel poderá bater de frente com as soluções mais básicas das duas, comprometendo as vendas de tais placas dedicadas mais baratas.