No começo do mês o Google enviou a IETF as especificações do algoritmo de compressão de vídeos VP8. A intenção não era tornar o material enviado num padrão aprovado, apenas servir de referência para facilitar implementações de terceiros.
A IETF (Internet Engineering Task Force) publica vários documentos descritivos sobre padrões ou referências largamente abertas, essenciais para a web – como IPv4, IP, SMTP, etc.
O bitstream do VP8 define a estrutura final dos dados comprimidos; junto com instruções de como converter esse dado num vídeo utilizável estão detalhes do algoritmo de compressão. O processo de encoding – como armazenar um vídeo nesse bitstream – não é especificado, deixando livre. Qualquer forma que gere um arquivo que siga a forma final do formato é válida. Essa possibilidade permite que qualquer desenvolvedor elabore suas próprias técnicas de processamento dos dados do vídeo antes de salvar todo o conjunto no arquivo final. Desde que a estrutura do arquivo montado não seja comprometida, ele deverá tocar em qualquer reprodutor compatível.
O rascunho atual foi enviado em 6 de janeiro. Ele não se define como sendo a mais absoluta verdade sobre o formato (até por ser rascunho): valerão as definições no código fonte das versões atuais. Nas especificações, em vez de apenas textos teóricos, há vários trechos de código fonte em C.
O fato de ter publicado os dados no IETF não torna o VP8/WebM um “padrão”, mas facilita bastante a tarefa de quem quer começar a implementá-lo em seus próprios dispositivos ou programas. Considerando as notícias recentes, espera-se que em alguns meses – ou poucos anos – a adoção do formato aberto do Google ganhe força mesmo.