Com os dispositivos de baixo consumo e de processamento mais modesto, como netbooks e tablets, se tornando cada vez mais populares, a necessidade de acelerar a reprodução de vídeos da web via hardware se torna mais aparente. O Flash de alta definição pode “atolar” sistemas mais poderosos do que era esperado, e a Adobe tenta resolver isso através da aceleração via hardware.
Mas o pessoal por trás do formato aberto e relativamente novo WebM está se tornando mais agressivo. A sua equipe de desenvolvimento já está oferecendo aos fabricantes de chips gráficos tudo o que precisam para implementar um decodificador via hardware para o codec de vídeo do formato, o VP8.
Segundo o WebM, 20 parceiros licenciaram a tecnologia de decodificação. A empresa chinesa de semicondutores Rocketchip já possui uma implementação em hardware pronta. E há mais boas notícias: a equipe do WebM está planejando lançar um design de hardware para codificação VP8 no primeiro trimestre deste ano.
Vale lembrar que o WebM tem o Google por trás, cujo navegador deixará de lado o suporte ao codec de vídeo H.264. Segundo o blog Chromium do Google, o H.264 será cortado do Chrome para este se focar em codecs “completamente abertos”.
O WebM é aberto, assim como o Ogg Theora, ambos compatíveis com o Chrome atualmente. O H.264 não é um padrão aberto, embora a MPEG LA, que lida com seu licenciamento, tenha anunciado em agosto do ano passado que os royalties não serão cobrados para conteúdo H.264 que seja disponibilizado gratuitamente para os usuários.