Embora não seja o serviço de rede social mais usado no Brasil (onde ainda impera o infame Orkut), o Facebook possui um número pornográfico de acessos, com mais de 500 milhões de usuários ativos (isso mesmo, uma entre cada 13 pessoas do planeta acessa regularmente sua conta no Facebook), passando mais de 700 bilhões de minutos mensais conectados.
Tendo em vista esses números, não é de se surpreender que o Facebook tenha atraído um rival de peso: o poderoso Google, que sem ter como desenvolver um concorrente (lembre-se, pouca gente usa o Orkut fora do Brasil) e sem ter como comprar o Facebook como fez com o YouTube, passou a tentar dificultar a vida do concorrente, com medo de que uma expansão excessiva passe a prejudicar a receita com anúncios, uma vez que os usuários tendem a passar muito tempo no Facebook e menos tempo usando as buscas e visualizando outras páginas com anúncios do Adsense.
Uma das primeira medidas diretas foi bloquear a importação dos contatos do Gmail para contas do Facebook, dificultando a migração para novos usuários. O Facebook respondeu explorando uma brecha no sistema para continuar a oferecer a opção, o que levou o Google a perder a pose, passando a redirecionar os usuários para uma página de aviso:
Oficialmente, a briga é derivada do fato de o Facebook não oferecer uma opção de exportar todos os dados armazenados no serviço (a função recentemente implementada ainda falha em incluir muitas informações), mas a verdade é que se trata apenas de uma guerra comercial entre o gigante das buscas e o gigante das redes sociais, em uma guerra em que o que menos importa é o usuário.
