Um usuário do Reddit mostrou que colocou um dissipador de alumínio que originalmente fazia parte de uma placa-mãe de PC da era DDR2 em seu smartphone OPPO Reno4. A modificação é uma gambiarra maluca: o bloco metálico fica exposto e elásticos ajudam a manter todo o conjunto no lugar.
O resultado publicado pelo proprietário, porém, é mais interessante que a aparência da gambiarra. Em um 3DMark Wild Life Stress Test, o Reno4 modificado registrou 99,2% de estabilidade, com apenas seis pontos separando seu melhor e seu pior loop ao longo de 20 repetições.
Isso não significa que o enorme dissipador, sozinho, tenha produzido o resultado. O próprio autor revelou uma condição particularmente favorável: realizou o teste durante um período frio e chuvoso e com um ventilador elétrico soprando sobre ele e o telefone. Também não foi publicado um teste equivalente do aparelho sem a modificação, nas mesmas condições. Ainda assim, os números mostram algo concreto: durante aquela execução, o Reno4 conseguiu preservar praticamente todo o desempenho registrado no início do teste.
Dissipador da era DDR2 foi parar na traseira do OPPO Reno4
O projeto foi publicado na comunidade r/techsupportmacgyver. Segundo o proprietário, ele recuperou um pequeno dissipador de alumínio de uma placa-mãe de PC DDR2 e decidiu instalá-lo na traseira do smartphone. O próprio autor resume o projeto como algo que simplesmente montou por conta própria, sem pretensão de acabamento profissional.
A aparência pouco convencional, segundo ele, também não prejudicou a ergonomia como se poderia imaginar. O proprietário afirma que consegue segurar o aparelho sem que o dissipador atrapalhe e considera essa uma de suas melhores modificações ergonômicas no telefone.
O motivo para chegar a esse extremo é desempenho. Ele relata usar o Reno4 principalmente para jogar Call of Duty: Mobile e Project Sekai e afirma ter percebido uma grande melhora no desempenho sustentado depois da adaptação.
Reno4 atingiu 99,2% de estabilidade no 3DMark
O dado que mais se destaca nos resultados publicados pelo proprietário é a estabilidade. O teste Wild Life Stress Teste apresentou:
| Resultado | OPPO Reno4 modificado |
|---|---|
| Melhor loop | 1.041 pontos |
| Pior loop | 1.035 pontos |
| Diferença | 6 pontos |
| Estabilidade | 99,2% |
| Número de loops | 20 |
A diferença de apenas seis pontos equivale a aproximadamente 0,6% do melhor resultado. O gráfico dos 20 loops também permanece praticamente horizontal, com pequenas oscilações ao redor da mesma pontuação.
É justamente esse comportamento que torna o resultado relevante para a modificação.
Um benchmark curto pode terminar antes que o aquecimento tenha tempo suficiente para afetar de maneira significativa o comportamento do hardware. O Wild Life Stress Test, por outro lado, repete a carga gráfica durante cerca de 20 minutos para observar como o dispositivo sustenta o desempenho ao permanecer sob esforço.
No caso publicado, não aparece uma queda acentuada entre o começo e o final da sequência. O primeiro loop marcou 1.041 pontos, enquanto o pior resultado de toda a execução ficou em 1.035. Naquele teste específico, o OPPO Reno4 modificado conseguiu manter praticamente intacta a pontuação obtida no início.
Temperatura indicada pelo teste ficou entre 32 °C e 37 °C
Uma segunda captura publicada pelo proprietário acrescenta informações sobre o comportamento do telefone durante o benchmark.
Segundo o monitoramento exibido pelo 3DMark, a temperatura variou entre 32 °C e 37 °C durante a execução. A bateria começou em 88% e terminou em 80%, uma redução de oito pontos percentuais. O aplicativo também registra taxa de quadros entre 4 FPS e 9 FPS.
No gráfico de desempenho, as curvas referentes ao primeiro loop e a um dos loops posteriores permanecem muito próximas. O monitoramento ao longo de aproximadamente 1.200 segundos, cerca de 20 minutos, também ajuda a contextualizar a estabilidade de 99,2% informada pelo aplicativo.
Um ventilador estava soprando diretamente sobre o celular durante o teste
O próprio autor explicou que executou o benchmark durante um período chuvoso e frio, enquanto utilizava um ventilador elétrico que soprava tanto sobre ele quanto sobre o telefone. E reconheceu que isso ajudou o dissipador a funcionar com maior eficiência.
Essa informação impede atribuir os 99,2% de estabilidade exclusivamente ao bloco de alumínio instalado no Reno4. Um dissipador não elimina calor. Sua função é facilitar a transferência da energia térmica produzida pelos componentes para o ambiente. As numerosas aletas aumentam a superfície metálica em contato com o ar, enquanto o fluxo produzido por um ventilador pode acelerar essa troca.
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