Foxconn e Mozilla trabalham em mais aparelhos com Firefox OS, incluindo um tablet

Hoje na Computex 2013 em Taipei foi reforçada a parceria entre a Foxconn e a Mozilla. Os grupos estão trabalhando juntos em mais aparelhos com Firefox OS, atacando uma outra área do mercado: os tablets.

Sem detalhes de especificações nem preços, foi exibido rapidamente um tablet com o Firefox OS. A Mozilla está otimista com o futuro do seu sistema mobile tanto em mercados desenvolvidos como emergentes. A proposta inicial é proporcionar o desenvolvimento de aparelhos mais baratos do que os atuais com iOS, Android ou Windows (Phone).

Além do protótipo de tablet a Foxconn e a Mozilla comentaram que trabalham em pelo menos 5 aparelhos, destacando que não ficarão restritos a tablets e smartphones. O Firefox OS também poderá equipar TVs.

A parceria engloba a otimização do software para o hardware. A Foxconn não lançará produtos sob sua marca, apenas fabricará aparelhos para outros fabricantes, seguindo sua linha de trabalho tradicional. A parceria até vem numa boa hora para a empresa, visto que ultimamente ela deixou de ser a quase única fornecedora para a Apple. Os fabricantes dos aparelhos com o Firefox OS baseados nos modelos de referência da Foxconn não foram divulgados.

Falta pouco para o Firefox OS aparecer no mercado para todos os tipos de usuários. Por enquanto os modelos mais concretos com Firefox OS são os aparelhos para desenvolvedores da Geeksphone, uma empresa espanhola não tão conhecida.

Comentado por aqui desde o primeiro anúncio, ainda como Boot to Gecko, o Firefox OS aproveita um modelo de “aplicativos” bem popular hoje em dia: web. São “apps” feitos como páginas da web, com HTML 5, CSS 3, Javascript… Eles podem guardar recursos locais e funcionam perfeitamente offline graças às especificações que vêm sendo desenvolvidas nos últimos anos. Recursos dos aparelhos serão acessados por APIs abertas, tornando fácil portar os mesmos apps para outras plataformas. Eles devem funcionar também nos navegadores desktop sem modificações – pelo menos no Firefox. A princípio a maior onda de ceticismo fica pelo desempenho dos aplicativos, já que não contarão com código compilado nem usarão bibliotecas dedicadas. O maior peso deverá ser sentido nos jogos e nos apps que fazem uso intenso de processamento, mas para a grande maioria das coisas o Firefox OS aparenta dar conta do recado. Incluindo jogos casuais que já existem com base em HTML e outras tecnologias da web.

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Esta postagem foi modificada pela última vez em 03/06/2013 20:18

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