Jensen Huang, CEO da NVIDIA, apareceu na instalação da SpaceX em Starbase carregando o DGX Spark, um dispositivo do tamanho de um livro capaz de processar 1 petaflop de desempenho em inteligência artificial. O momento marca um retorno simbólico: há nove anos, Musk estava entre os fundadores da OpenAI quando recebeu o primeiro DGX-1 das mãos de Huang. Desta vez, a entrega aconteceu às vésperas do 11º teste do Starship, o foguete mais potente já construído
A cena foi capturada em vídeo e divulgada pela NVIDIA nas redes sociais: Huang caminhando entre engenheiros enquanto Musk aparecia na cafeteria, distribuindo rosquinhas, batatas fritas para crianças e pegando uma fatia de pizza antes de receber o equipamento.
Um desktop com poder de data center
O DGX Spark carrega o chip GB10 Grace Blackwell Superchip, integrando 20 núcleos ARM (10 Cortex-X925 de alto desempenho e 10 Cortex-A725 de eficiência), GPU Blackwell e 128 GB de memória unificada LPDDR5x compartilhada entre CPU e GPU. Esse arranjo permite rodar modelos de IA com até 200 bilhões de parâmetros localmente, sem necessidade de transferências entre memória de sistema e VRAM.
Com dimensões de 150 x 150 x 50,5 mm e peso de apenas 1,2 kg, o equipamento consome 240 watts — equivalente a um desktop convencional. A largura de banda de memória é de 273 GB/s, compartilhada entre processador e GPU. Embora inferior aos 1.792 GB/s de uma RTX 5090, a arquitetura unificada compensa ao eliminar gargalos de transferência de dados.
O armazenamento vem configurado com 4 TB NVMe, além de conectividade via quatro portas USB-C, Wi-Fi 7, saída HDMI e interface ConnectX-7 de 200 Gb/s para clusterização. Dois DGX Sparks interconectados podem processar modelos de até 405 bilhões de parâmetros.
Disponibilidade e ecossistema
A partir de 15 de outubro de 2025, o DGX Spark está disponível por US$ 3.999 no site da NVIDIA, nas lojas Micro Center nos EUA e através de fabricantes parceiros como Acer, ASUS, Dell Technologies, GIGABYTE, HP, Lenovo e MSI. O preço representa um aumento em relação aos US$ 3.000 anunciados inicialmente em janeiro, durante a CES 2025.
O sistema opera com DGX OS, uma versão customizada do Ubuntu Linux pré-carregada com o stack completo de IA da NVIDIA: bibliotecas CUDA, frameworks, modelos pré-treinados e microsserviços NVIDIA NIM. Entre os casos de uso estão a customização de modelos de geração de imagem como FLUX.1, criação de agentes de busca visual com NVIDIA Cosmos e desenvolvimento de chatbots otimizados localmente.
Empresas como Anaconda, Google, Hugging Face, Meta, Microsoft, Ollama e Roboflow já estão testando e otimizando suas ferramentas para o DGX Spark. Instituições como o NYU Global Frontier Lab também receberam unidades antecipadas para prototipagem de algoritmos sensíveis à privacidade, como aplicações em saúde.


