EA pode ser comprada por fundo de investimento árabe em acordo bilionário de US$ 50 bilhões

EA está próxima de se tornar privada em compra de US$ 50 bilhões, envolvendo investidores como o fundo soberano da Arábia Saudita.

A Electronic Arts (EA) está prestes a fazer uma jogada histórica no mercado financeiro. A gigante dos videogames negocia um acordo para deixar a bolsa de valores e se tornar uma empresa privada em uma transação avaliada em impressionantes US$ 50 bilhões, de acordo com informações exclusivas do The Wall Street Journal.

Segundo o relatório, os principais investidores nesta operação incluem o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita e a firma de private equity Silver Lake, que estariam unindo forças para financiar o que seria considerado o “maior buyout alavancado da história“. Para o mercado brasileiro, onde a EA comercializa títulos populares como FIFA (agora EA Sports FC) e Battlefield, a mudança pode representar uma nova fase nas estratégias da empresa para a América Latina.

Logotipo Electronic Arts em arte digital com tons de roxo e magenta
A Electronic Arts é protagonista da negociação bilionária para deixar a bolsa e virar empresa privada.

O impacto da notícia foi imediato no mercado financeiro. As ações da EA dispararam 15% após a divulgação do relatório pelo WSJ, demonstrando o entusiasmo dos investidores com a possível transação. Essa valorização súbita reflete as expectativas de que o negócio possa ser concretizado em breve, mesmo que os detalhes específicos do acordo ainda não tenham sido totalmente revelados.

Vale lembrar que este não é o primeiro rumor sobre mudanças no controle da produtora de jogos. Em 2023, circularam especulações sobre um possível interesse da Disney em adquirir a EA. No entanto, a ideia não avançou, em parte devido à relutância do CEO Bob Iger em fazer um investimento tão significativo no setor de games.

Apesar do otimismo atual, é importante notar que acordos de grande porte envolvendo investidores sauditas no setor de games já enfrentaram obstáculos no passado. Um exemplo notável foi quando um acordo bilionário com o grupo Embracer foi cancelado nos momentos finais por razões que permanecem desconhecidas, causando um impacto negativo substancial nas ações da empresa.

Caso a transação seja concluída com sucesso, a saída da EA do mercado aberto poderia representar uma transformação significativa para uma das maiores publicadoras e desenvolvedoras da indústria de games. Sem a pressão dos relatórios trimestrais e acionistas públicos, a empresa potencialmente ganharia maior flexibilidade para investimentos de longo prazo e decisões estratégicas, o que poderia impactar diretamente o desenvolvimento e lançamento de seus jogos globalmente.

Fonte: The Wall Street Journal

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Cearense. 37 anos. Apaixonado por tecnologia desde que usou um computador pela primeira vez, em um hoje jurássico Windows 95. Além de tech, também curto filmes, séries e jogos.
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