DOOM celebra a era dos disquetes com réplicas douradas para colecionadores

Mais de três décadas depois de ajudar a transformar os jogos de PC, DOOM voltou a caber em um par de disquetes de 3,5 polegadas. Pelo menos visualmente. Uma edição comemorativa recria a antiga mídia do clássico da id Software com acabamento dourado e produção limitada a apenas 5 mil unidades.

Há, porém, uma diferença fundamental: os disquetes não funcionam e não contêm DOOM. São réplicas feitas exclusivamente para exposição.

Os disquetes dourados de DOOM não armazenam nenhum jogo

Produzido pela Fanattik e licenciado oficialmente, o conjunto presta homenagem à época em que DOOM circulava em disquetes de 3,5 polegadas, cada um capaz de armazenar apenas 1,44 MB.

As réplicas têm 89 x 89 mm, acabamento que imita ouro e vêm em uma caixa baseada na arte original do jogo. Cada unidade também recebe numeração individual dentro da tiragem mundial de 5 mil exemplares e acompanha um pequeno suporte para exposição.

O detalhe curioso está justamente naquilo que não existe dentro delas. Apesar da aparência de disquete, não há dados gravados, mecanismo funcional ou uma cópia escondida de DOOM. Trata-se de um objeto decorativo.

É quase o inverso do que acontecia nos anos 1990: naquela época, o valor estava nos poucos megabytes armazenados no plástico; agora, o plástico, ou melhor, sua réplica dourada, virou o produto.

Por que DOOM era distribuído em disquetes?

Quando DOOM apareceu em dezembro de 1993, a distribuição de software era muito diferente da atual. A id Software adotou o modelo shareware: o primeiro episódio, Knee-Deep in the Dead, podia ser distribuído gratuitamente, enquanto os episódios restantes eram obtidos mediante pagamento.

Uma das versões que ajudaram nessa distribuição foi o DOOM v1.2, lançado em 1994. Sua edição shareware cabia em dois disquetes. Já a versão registrada, com os três episódios da campanha, era distribuída em quatro.

Isso ajuda a colocar a capacidade dos antigos disquetes em perspectiva. Um único arquivo de fotografia tirado hoje por um smartphone pode ocupar várias vezes os 1,44 MB disponíveis em uma dessas mídias.

Mesmo trabalhando dentro dessas limitações, DOOM oferecia gráficos 3D para a época, áudio, mapas, multiplayer e uma quantidade enorme de conteúdo para os padrões do início dos anos 1990.

De mídia descartável a objeto de coleção

O mais curioso talvez seja o destino do próprio disquete.

Durante décadas, ele foi apenas uma ferramenta cotidiana para transportar programas, documentos e jogos. Hoje, tornou-se um símbolo facilmente reconhecível de uma geração de computadores, a ponto de ainda sobreviver como ícone do botão “Salvar” em inúmeros programas.

A réplica de DOOM leva essa transformação ao extremo: recria uma mídia de armazenamento sem capacidade de armazenar nada e a transforma em peça de coleção. A edição foi anunciada por US$ 27,99 na loja oficial da Bethesda, enquanto varejistas americanos chegaram a listar o conjunto por US$ 29,99. A página da Bethesda atualmente indica o produto como esgotado.

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Esta postagem foi modificada pela última vez em 08/08/2026 21:22

William R. Plaza: Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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