Uma GeForce RTX 5090 teria apresentado uma falha grave após apenas 48 horas de testes com o DLSS 5 Neural Rendering. O caso envolve um streamer chinês que teria adquirido dois computadores equipados com a placa da NVIDIA, em um investimento próximo de US$ 30 mil, para demonstrar a nova tecnologia.
Após o período de testes, uma das RTX 5090 deixou de funcionar e uma inspeção apontou danos no conector de alimentação de 16 pinos, que teria chegado a derreter e se fundir ao encaixe da placa. O sistema utilizava uma fonte ASUS ROG Thor de 1.600 W com certificação Titanium, o que já indica que a capacidade total da fonte não era o problema.
DLSS 5 aumenta significativamente o consumo da placa
O DLSS 5 representa uma mudança importante em relação às versões anteriores da tecnologia, deixando de ser um upscaling tradicional para utilizar renderização neural 3D para aplicar processamento adicional à imagem.
O problema nesse caso é que o processamento também aumenta a carga sobre a GPU. Em testes independentes realizados pela publicação sul-coreana QuasarZone, uma RTX 5090 Founders Edition atingiu 646,7 W de pico com o DLSS 5 ativado em Cyberpunk 2077 a 4K. O consumo médio chegou a 582,7 W, enquanto o teste sem a tecnologia apresentou valores menores.
O mesmo experimento registrou um aumento significativo na temperatura do conector de alimentação, com o sensor localizado no lado dos pinos registrando 91,7 °C com DLSS 5, contra 80,9 °C com o recurso desativado.
Apesar de uma RTX 5090 consumir centenas de watts, uma fonte de 1.600 W possui capacidade suficiente para alimentar uma configuração desse tipo. O ponto mais delicado está no caminho utilizado para transportar a energia até a GPU, com o conector de 16 pinos concentrando uma quantidade muito elevada de corrente em uma conexão relativamente pequena.
Um contato inadequado ou uma distribuição desigual entre os pinos pode aumentar a resistência elétrica em determinados pontos e, consequentemente, produzir mais calor.
DLSS 5 realmente está “matando” RTX 5090?
Os relatos são suficientes para levantar preocupações sobre o consumo e o sistema de alimentação, mas o problema está longe de ser apenas o DLSS 5 queimando as placas. O que os testes independentes demonstram é que o recurso pode elevar substancialmente o consumo da GPU e aumentar a temperatura do conector de alimentação.
Também é preciso lembrar que o uso que vemos atualmente do DLSS 5 não é uma aplicação oficial, que teria um melhor controle de uso pelos estúdios. Essa falta de controle e otimização sem dúvidas contribui para a temperatura fora de controle.
No caso específico do streamer, o dano físico ao conector fornece uma evidência concreta de superaquecimento naquela conexão. O que ainda não está estabelecido é qual combinação de fatores levou ao superaquecimento, seja distribuição de corrente, contato do conector, características específicas da placa, carga prolongada ou a combinação desses elementos com o elevado consumo provocado pelo DLSS 5.