Com o surgimento do fork LibreOffice a Oracle se sentiu irritada: parte do pessoal que trabalhava no OO poderia estar desestimulada a melhorá-lo, devido um conflito de interesses, já que essas pessoas estariam apoiando outro projeto concorrente. Concorrente. Assim é como a Oracle vê o LibreOffice, uma vez que ela pretende continuar com seu OpenOffice de maneira independente, e até pediu aos que ficaram em cima do muro para decidirem de que lado iriam cair. Muitos deles já decidiram.
Numa carta aberta, mais 33 membros do OpenOffice.org anunciaram sua saída para trabalharem com o LibreOffice. O que a Oracle pediu, de certa forma, conseguiu.
A mudança uma hora ou outra teria que acontecer. O pessoal já sofria alguns cortes em idéias que não podiam ser implementadas porque o patrocinador principal não se manifestava de forma justa. O surgimento do fork pode até ter saído “tarde demais” para alguns. Basicamente o pessoal conseguia tolerar a Sun, mas com as decisões (ou melhor, indecisões) da Oracle a coisa chegou num ponto crítico.
O LibreOffice pode não ter uma grande empresa por trás, já que é mantido basicamente por uma fundação de ex-funcionários da Sun/Oracle e pessoas independentes que simpatizam com o software. Isso é até causa de piadinhas por parte de algumas pessoas, duvidando da capacidade do LibreOffice a médio-longo prazo, já que na Sun/Oracle algumas pessoas recebiam salários para programar – agora teriam que se virar no tempo livre ou depender de doações. O projeto tem apoio moral de muitas instituições grandes, vamos ver se isso será suficiente para mantê-lo. Pela disposição dos envolvidos, e principalmente, pela quantidade deles, parece que tudo dará certo.
Queira ou não a Oracle vai fazendo inimigos na comunidade do software livre por onde passa. Não que isso seja ilegal ou tão feio, é apenas a posição dela. Então ela que aguente as consequencias depois.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 03/11/2010 19:46