Pressão da Denuvo funciona: grupo responsável por bypass do DRM anuncia dissolução

DenuvOwO teria encerrado as atividades após ação judicial da Irdeto.

A Irdeto, empresa por trás do Denuvo, acaba de marcar um ponto relevante na guerra jurídica contra quem quebra seu DRM. O grupo DenuvOwO, responsável pelo bypass baseado em hipervisor (HV) do Denuvo, se dissolveu. Segundo uma fonte da cena de pirataria próxima ao assunto, a movimentação provavelmente é consequência direta do processo judicial movido pela Irdeto contra o cracker conhecido como Voices38. A pressão legal funcionou, ao menos parcialmente.

Quem era o DenuvOwO?

Diferente de grupos que simplesmente criavam cracks para jogos individualmente, o DenuvOwO atacou o problema na raiz: desenvolveu uma ferramenta de bypass baseada em hipervisor que desabilita proteções em nível de sistema para rodar. Não era um crack de jogo específico, era uma chave mestra construída sobre ferramentas de computação open source amplamente disponíveis. Esse detalhe é importante para entender por que a dissolução do grupo não encerra a história.

A dissolução do DenuvOwO tem mais peso simbólico do que operacional. Como a base da ferramenta de bypass HV era formada por utilitários open source comuns, a expectativa dentro da própria cena é de que outros conseguirão replicar o trabalho com relativa facilidade. A Irdeto pressionou o suficiente para fazer um grupo específico recuar, mas não eliminou o conhecimento técnico nem a motivação de quem continua desenvolvendo alternativas.

Considerando que o código era aberto, outros grupos devem assumir o bypass, utilizando a mesma técnica do DenuvOwO. No entanto, o bypass sempre foi uma técnica considerada arriscada, com muitos usuários preferindo aguardar por um crack padrão. Com a técnica agora passando por outras mãos, torna o processo ainda mais inseguro.

Voices38 segue operando

O próprio Voices38, alvo da ação judicial, declarou que “está tudo bem […] tudo continuará normalmente” e segue lançando jogos crackeados. Mais revelador ainda é o que o grupo RUNE fez recentemente: liberou um crack de prova de conceito para Assassin’s Creed: Mirage, removendo completamente o Denuvo Anti-Tamper e o VMProtect do executável em uma única operação.

Testado em um sistema com Intel Core i7-13700K e RTX 5080, a versão sem DRM registrou um ganho de 15% no FPS médio e 76% nos frames mínimos. O executável principal encolheu de 496 MB para 102 MB. O crack retirou do binário 34 funções virtualizadas pelo VMProtect, 200 núcleos de VM do Denuvo, 261 ofuscações de função e 25.000 relocações de função.

Fonte: Tom’s Hardware

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