Colecionador organiza mais de 10 consoles retrô em uma única TV CRT usando switch boxes AV

Um colecionador compartilhou um sistema de organização que reúne diversos consoles retrô em uma TV CRT usando switch boxes identificados e mods de vídeo composto.

Quem coleciona videogames clássicos costuma enfrentar o mesmo problema quando chega a hora de jogar: a TV CRT tem poucas entradas, enquanto a quantidade de consoles cresce com o passar dos anos. Em uma publicação no Reddit, um integrante da comunidade r/retrogaming mostrou como resolveu essa limitação organizando dois switch boxes AV com etiquetas individuais para cada videogame, eliminando a necessidade de trocar cabos manualmente sempre que deseja mudar de plataforma.

As fotografias publicadas mostram dois seletores de vídeo composto instalados ao lado da TV. Cada entrada recebeu uma identificação correspondente ao console conectado, incluindo Xbox, Atari 2600, Dreamcast, Sega Saturn, Panasonic 3DO, PlayStation, PlayStation 2, Nintendo Entertainment System (NES), Super Nintendo, Nintendo 64, GameCube, Master System e Mega Drive com 32X e Sega CD.

O resultado é um setup que permite alternar entre diferentes gerações de consoles usando apenas os botões dos switch boxes, sem precisar acessar a parte traseira da televisão.

Finally got around to labeling my switch boxes
by
u/RadiantCoinshot in
retrogaming

 

Organização resolve um problema comum em coleções retrô

À medida que uma coleção cresce, manter todos os consoles ligados simultaneamente passa a ser um desafio. Muitas TVs CRT oferecem apenas uma entrada de vídeo composto, enquanto alguns modelos contam com duas entradas AV no máximo. Sem um sistema de distribuição, a alternativa costuma ser desconectar e reconectar os cabos RCA, amarelo para vídeo, branco e vermelho para áudio, sempre que um console diferente será utilizado.

Foi exatamente essa rotina que motivou comentários de outros usuários da comunidade. Um deles afirmou que ainda conecta os cabos manualmente sempre que troca de videogame e identifica alguns fios apenas com fita adesiva e marcador permanente.

Segundo o autor da publicação, os switch boxes resolveram esse problema de forma simples. Ele afirmou que comprou os equipamentos por um preço baixo na Amazon e disse não perceber perda de qualidade de imagem durante o uso. Como se trata de um relato pessoal, essa percepção não foi verificada de forma independente e pode variar conforme a qualidade dos cabos, do switch utilizado e do estado dos conectores.

Etiquetas facilitam a troca entre consoles

Embora os switch boxes sejam um acessório conhecido entre colecionadores, um detalhe chamou atenção nas imagens: cada entrada recebeu uma etiqueta personalizada com o logotipo do respectivo videogame.

Em vez de memorizar qual porta corresponde a cada aparelho, basta pressionar o botão identificado para selecionar o console desejado. A foto mostra que o sistema foi organizado por grupos. Um dos seletores concentra consoles da Sega, Nintendo e GameCube, enquanto o outro reúne plataformas como Xbox, PlayStation, Dreamcast, Sega Saturn, Atari 2600 e Panasonic 3DO.

Essa organização reduz a chance de selecionar a entrada errada e torna o setup mais prático para quem alterna frequentemente entre diferentes plataformas.

Alguns consoles precisaram de modificações

Nos comentários da publicação, outro usuário perguntou como o Atari 2600 havia sido conectado ao sistema, já que o console originalmente utiliza saída RF (coaxial), incompatível com entradas de vídeo composto sem equipamentos adicionais. Em resposta, o autor explicou que modificou tanto o Atari 2600 quanto o NES Top Loader para adicionar saída de vídeo composto.

Esse tipo de modificação é relativamente comum entre colecionadores porque permite utilizar os consoles em switch boxes AV, dispensando chaveadores RF e melhorando a compatibilidade com televisores CRT que possuem entradas RCA. O autor também comentou que prefere utilizar cartuchos flash e soluções de armazenamento digital em consoles baseados em mídia óptica.

Segundo ele, em vez de colecionar discos físicos, utiliza EverDrive e dispositivos do tipo ODE (Optical Drive Emulator). No caso do Mega Drive, mantém um aparelho dedicado com EverDrive para executar jogos do Sega CD.

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Editor-chefe no Hardware.com.br/GameVicio Aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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