Os Atoms Clover Trail oferecerão um tempo de duração da bateria em standby altamente competitivo com os SoCs ARM, sendo ideais para tablets com Windows 8. E aparentemente serão exclusivos para Windows 8 a princípio: conforme divulgado no Intel Developer Forum há alguns dias, a Intel não suportará Linux nestes chips.
Aparentemente a restrição será tanto técnica quanto contratual (com a MS), embora (provavelmente) nada impedirá a comunidade de desenvolver um eventual suporte por conta própria (visto que as instruções x86 estão lá, com alguma dificuldade a ser encontrada para o mecanismo de gerenciamento de energia). A grande mudança desta arquitetura fica por conta do estado S0ix detalhado para o Haswell também , bem diferente dos tradicionais S3 e S4 (“dormir” e “hibernar”, respectivamente).
No estado S0ix o processador continua ativo num modo de baixo consumo, permitindo que o sistema operacional (Windows 8) acesse a internet e execute tarefas em segundo plano. Por meio das APIs do Windows 8 os aplicativos podem aproveitar estas funções. Os tablets se comportarão da forma esperada para um dispositivo deste gênero: eles nunca (ou raramente) são desligados, e algumas tarefas continuam em execução mesmo com a tela desligada.
Isso deve oferecer cerca de 10h de autonomia em uso comum (web, vídeo, etc) e até 30 dias em standby.
A falta de suporte ao Linux vinda da Intel é decepcionante, mas nesta categoria de dispositivo bem específico não é tão alarmante assim. A arquitetura Medfield é bem similar à Clover Trail e é otimizada para o Android, que no fundo acessa os serviços de baixo nível por meio de um kernel Linux. Mais para frente chegará o Haswell numa outra categoria de desempenho e produtos, também com grandes otimizações para dispositivos mobile (especialmente ultrabooks). O Clover Trail em parceria com a MS já era esperado desde que foi anunciado: ele é projetado especialmente para o Windows.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 17/09/2012 19:47