China já produz 30% do maquinário para chips e alcança processo de 5nm com a AMEC

Três empresas chinesas entram no Top 20 global de fornecedores de equipamentos para chips. Naura sobe para o 5º lugar, impulsionada pela substituição de importações.

As sanções dos Estados Unidos e da Europa visavam frear o avanço tecnológico da China, mas acabaram criando concorrentes de peso. Segundo um levantamento do Nikkei Asian Review, a China agora possui três empresas entre as 20 maiores fornecedoras de equipamentos para fabricação de chips do mundo. Em 2022, havia apenas uma.

Esse crescimento explosivo é fruto direto da política de “substituição de importações”. Como a China não pode comprar máquinas de ponta do ocidente, ela começou a fabricá-las em casa.

A ascensão da Naura

O destaque absoluto é a Naura Technology Group. A empresa saltou do 8º para o 5º lugar no ranking global entre 2022 e 2025, com um crescimento de receita de 21% no último ano. Hoje, a Naura só fica atrás das “Quatro Grandes”: ASML (Holanda), Applied Materials (EUA), Lam Research (EUA) e Tokyo Electron (Japão). Ela fornece equipamentos essenciais para corrosão (etching) e deposição química em wafers.

AMEC e o Domínio dos 5nm

Outra empresa que brilha é a AMEC (13º lugar). Fundada por veteranos da indústria americana, a empresa já produz máquinas de corrosão capazes de lidar com processos de 5 nanômetros (5nm), um feito técnico impressionante que diminui a dependência externa para chips avançados.

Já a SMEE (20º lugar) fecha a lista. Ela é vital para a China por fabricar scanners de litografia, a tecnologia mais difícil de dominar. Embora suas máquinas ainda estejam anos-luz atrás da ASML, elas são a única opção doméstica para as fábricas chinesas.

30% Feito em Casa

O cenário mudou rápido. Há três anos, a China produzia apenas 10% do maquinário necessário para fazer um chip. Hoje, essa fatia está entre 20% e 30%. O país se tornou o maior mercado do mundo para esses equipamentos, movimentando US$ 49,5 bilhões internamente. Embora a ASML afirme que a China ainda está “muitos anos atrasada” na litografia de ponta (EUV), o ritmo de evolução mostra que o gigante asiático está preenchendo as lacunas da cadeia de produção mais rápido do que o previsto.

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Editor-chefe no Hardware.com.br/GameVicio Aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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