A simplicidade do Nautilus também não agrada a Canonical

Ultimamente temos acompanhado as críticas de mantenedores de distros ao GNOME. Enquanto o Mint cria um fork do Nautilus e o Debian troca o GNOME pelo Xfce no primeiro CD (embora por um outro motivo), desenvolvedores da Canonical também estão insatisfeitos.

Num report de bug questionando a falta da opção ‘Sobre’ no Nautilus 3.6, Sebastien Bacher, desenvolvedor do Ubuntu, comentou que estão pensando em utilizar a versão 3.4 do Nautilus no Quantal (a próxima versão do Ubuntu).

Uma possibilidade será usar o Nautilus 3.4 no CD e fornecer o 3.6 pelos repositórios. Isso facilitaria a instalação dele para os usuários interessados na versão oficial mais recente, embora a instalação padrão do Ubuntu viria com o anterior.

Enquanto a decisão não é feita tudo pode acontecer. A médio e longo prazo não dá para ficar com o Nautilus velho pra sempre, e adotar o novo não parece ser a melhor solução. Bacher comenta que poderão se unir às equipes do Marlin ou até mesmo do Nemo, ou ainda, manter um gerenciador de arquivos próprio (provavelmente outro fork do Nautilus?).

A situação do GNOME é complicada: os desenvolvedores apostam todas as fichas num ideal que não está sendo bem recebido pelas distros em geral, pelo menos por aquelas que utilizam componentes do GNOME sem o GNOME Shell (justamente o caso do Ubuntu e Mint). 

No screenshot destacado no artigo do OMG Ubuntu, por exemplo, fica claro um outro recurso popular que foi removido: a opção para trocar o papel de parede no menu de contexto da área de trabalho.

Menu de contexto do Nautilus no desktop

Esse item pode não ser essencial no GNOME Shell porque nele não é o Nautilus que gerencia o desktop, só que os produtores do GNOME não pensaram bem nos outros ambientes. E esse é apenas um dos vários recursos removidos

Pelo que parece a melhor saída é cada distro tocar seu projeto para frente independente das atualizações do GNOME 3.x, deixando ele para o GNOME OS. O sistema próprio do GNOME promete expor todo o potencial e qualidade do projeto sem gerar queixas por quebras de paradigmas e compatibilidades anteriores em outras distros. Vendo o lado do pessoal do GNOME, eles não parecem errados: eles têm um objetivo e estão trabalhando para torná-lo realidade. A vida de quem quer partes do GNOME sem usar o GNOME Shell é que fica complicada (Unity e Cinnamon…).

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