Os smartphones são parte essencial do dia a dia dos brasileiros, conectando pessoas, facilitando tarefas e até moldando comportamentos de consumo. Uma pesquisa recente conduzida pela Mobile Time em parceria com a Opinion Box, realizada entre 13 e 27 de maio de 2025, trouxe um panorama detalhado sobre como os brasileiros interagem com seus celulares.
Com base em respostas de 2.893 pessoas que acessam a internet e possuem smartphone, o estudo revela tendências sobre troca de aparelhos, preferências de compra, segurança e até o impacto da inteligência artificial. Vamos mergulhar nos principais destaques!
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O mercado de smartphones no Brasil
O cenário dos smartphones no Brasil reflete a diversidade do país, com diferenças marcantes entre classes sociais, idades e gêneros. A Samsung se destaca como a marca mais popular, aumentando sua participação no mercado de 36% em 2024 para 40% em 2025. Esse crescimento reforça a preferência dos brasileiros por marcas consolidadas, mas também aponta para a competitividade do setor, com outras fabricantes disputando espaço.
Curiosamente, 72% dos brasileiros que possuem smartphone já tiveram quatro ou mais aparelhos ao longo da vida. Esse número varia entre classes sociais: nas classes A e B, a proporção é ainda maior, enquanto nas classes D e E, 64% dos entrevistados relatam o mesmo. Isso sugere que, independentemente da renda, o smartphone é um item indispensável, mas a frequência de troca e o tipo de aparelho variam.
A IA não é um fator tão importante para os brasileiros
De acordo com a pesquisa, a capacidade de processamento lidera as prioridades dos consumidores, representando 31% das respostas. Logo em seguida vem a memória RAM do dispositivo, mencionada por 25% dos entrevistados. Qualidade da câmera (16%) e duração da bateria (15%) completam o quarteto de características mais valorizadas pelos brasileiros.
Os resultados revelam um contraste interessante com a estratégia atual do mercado. Marcas como Samsung e Motorola têm apostado fortemente em seus pacotes de IA (Galaxy AI e Moto AI, respectivamente) como diferenciais competitivos. No entanto, para o consumidor brasileiro, funcionalidades como 5G, tela grande, design e, principalmente, recursos de inteligência artificial permanecem como características secundárias.
O desinteresse pela IA não apresenta variações significativas quando analisados os diferentes perfis demográficos. A baixa relevância dessa tecnologia se mantém constante independentemente da idade, gênero, classe social ou sistema operacional utilizado, sugerindo que não se trata apenas de uma questão de nicho, mas de uma tendência geral do mercado brasileiro.
Especialistas do setor apontam que essa disparidade entre o investimento das fabricantes e o interesse do consumidor pode indicar falhas na comunicação dos benefícios práticos da IA ou simplesmente refletir uma fase de adaptação do mercado.
Com que frequência trocamos de celular?
Quando o assunto é trocar de smartphone, os brasileiros têm hábitos bem definidos. Cerca de 39% dos entrevistados trocam de aparelho a cada três anos, enquanto 27% o fazem a cada dois anos. Essa frequência pode ser influenciada por fatores como avanços tecnológicos, desgaste do dispositivo ou simplesmente o desejo por um modelo mais novo.
A pesquisa também mostra que a intenção de adquirir um novo smartphone nos próximos 12 meses cresceu, passando de 36% em 2024 para 40% em 2025. Homens (53%) demonstram maior interesse em trocar de celular do que mulheres (44%), e a faixa etária de 50 anos ou mais surpreende com 90% de intenção de compra, superando até os mais jovens. Esses dados indicam que o mercado de smartphones no Brasil continua aquecido, com consumidores atentos às novidades.
Onde e como os brasileiros compram seus smartphones?
A forma como os brasileiros adquirem seus smartphones revela uma mistura de tradição e modernidade. A pesquisa aponta que muitos ainda preferem comprar em lojas físicas, mas o varejo online, incluindo marketplaces, está ganhando força. Entre os que optam por compras online, há uma divisão equilibrada entre redes de varejistas tradicionais e plataformas de marketplace, mostrando que a conveniência e a variedade de opções são fatores decisivos.
Outro dado interessante é a origem dos aparelhos. A maioria dos brasileiros compra smartphones novos, mas uma parcela significativa adquire dispositivos usados ou recebe aparelhos de segunda mão de amigos ou parentes. Esse comportamento é mais comum nas classes D e E, onde a acessibilidade financeira desempenha um papel importante.
Fonte: Panorama Mobile Time/Opinion Box – O brasileiro e seu smartphone
Esta postagem foi modificada pela última vez em 07/07/2025 15:22