Atualização: a Samsung negou a declaração do seu vice-presidente. Estão estudando o caso de mesclar os sistemas, mas não está tão certo assim como foi divulgado numa entrevista na CES.
A Samsung tem o Bada, um sistema operacional para telefones mais simples, com algumas características que lembram os smartphones. Mas ela parece não estar tão contente com ele, apesar de ser restrito a certos mercados (não está disponível nos EUA, por exemplo) e deter cerca de 2% do market share global. Ele será fundido ao Tizen – aquele mesmo, o zumbi do Meego, que parecia revolucionário mas nunca foi levado tão a sério.
Tecnicamente parace fácil mesclar o Bada ao Tizen. Ele foi feito de forma que o núcleo pode ser trocado, sem interferir radicalmente no restante.
Numa entrevista na CES um representante da empresa comentou brevemente a mudança. Assim que a integração estiver concluída o sistema final suportará todos os aplicativos para Bada já criados, já que implementará seu SDK. Quem já programou para Bada não terá dificuldades em programar para o Tizen. Alguns poucos aparelhos serão então lançados no final do processo.
A mudança parece dar mais força ao Bada, que é visto com um olhar bastante crítico por usuários mais exigentes. A Samsung é a líder e grande parceira do Google ao se tratar de Android, mas também produz aparelhos com Windows Phone e alguns mais simples com o seu sistema. Se alguma das parcerias dela for desfeita, ela tem forças para continuar no mercado com a outra ou, em último caso, com seus projetos mais simples (quase smartphones na visão de muitos). De qualquer forma, se a integração com o Tizen melhorar mesmo o Bada, ninguém sairá perdendo. Pode ser bom tanto para o Bada como para o Tizen, além de faciltar a vida dos desenvolvedores com “um sistema a menos”, evitando desperdício de recursos em desenvolvimento.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 19/01/2012 00:39