Depois de meses e mais meses de boatos, a Amazon finalmente revelou seu tablet ontem. Foi anunciado o Kindle Fire, com preço de $199 – algo muito interessante até mesmo nos EUA, já que o iPad mais barato custa $500.
O Kindle Fire tem tela de 7 polegadas, não traz câmera nem microfone – isso decepciona quem espera um tablet com capacidade de comunicação. Além dessa limitação ele não tem suporte a 3G, apenas Wi-Fi. Custando menos da metade do tablet mais comentado no mundo, não dá para reclamar tanto assim.
O sistema dele é basicamente o Android, só que ele tem muitas modificações. Aplicativos tradicionais da Google ficaram de fora, como Music, Books e até mesmo o aluguel de filmes no YouTube. Naturalmente ele foi projetado com os serviços da Amazon em mente: virá com aplicativos dela para compra de mp3, ebooks e aplicativos para o próprio Android por meio da loja de aplicativos – também da Amazon.
Nesta página há mais detalhes, além das especificações. Para um mercado que a Amazon praticamente domina, ele faz sentido: clientes da empresa se sentirão em casa. Para todos os outros usos, ou em países em que a Amazon não opera (ou trabalha parcialmente, entregando poucos tipos de produtos), definitivamente não será interessante.
Aparentemente o real concorrente do Kindle Fire é o Nook Color, da concorrente Barnes & Noble. Ele já tem um bom tempo de comercialização e sai por $250. É difícil imaginar que o tablet da Amazon possa substituir o iPad ou um tablet poderoso com Android, dadas as limitações.
Quanto ao Kindle Fire, não há previsão de lançamento fora dos Estados Unidos. Por lá o lançamento comercial deve ocorrer em 15 de novembro.

