Dentre as utilizações esperadas para a nova tecnologia, incluem sensores de grande área, e-papers e outros grandes eletrônicos. Mas um ponto ainda precisa ser amadurecido para a novidade ser empregada em larga escala: a memória flash orgânica consegue reter os dados por apenas um dia.
O protótipo usa uma folha de resina de naftalato de polietileno (polyethylene naphthalate – PEN) como substrato, com um arranjo de 26 x 26 células de memória, no esquema “2T”. A folha é flexível o suficiente para ser dobrada até chegar a um raio de 6 milímetros, sem causar danos.
O aumento da retenção dos dados pode ser feito através da redução do tamanho do elemento e da implantação de uma monocamada automontada (self-assembled monolayer – SAM) de cadeia maior. A SAM, que desempenha o papel de filme isolante, é produzida com ácido fosfórico (phosphoric acid) e uma cadeia de alquilo (alkyl chain), em adição ao AlOx. No protótipo, a SAM possui somente 2 nanômetros de espessura.
A tecnologia foi desenvolvida por um grupo liderado por Takeo Someya e Tsuyoshi Sekitani, professores e pesquisadores associados ao Departamento de Engenharia Elétrica e Sistemas de Informação, da Escola de Engenharia, Universidade de Tóquio. Não há previsão para produção em larga escala.
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