Por Nícholas André
1 – Introdução
Após 22 meses de desenvolvimento, finalmente foi lançado a versão declarada estável do Debian, mas porquê toda essa demora no lançamento? Simples o Debian procura se manter estável e sem pacotes inseguros e instáveis no seus repositórios oficiais, a equipe não procura ter um ciclo de lançamento como o ubuntu que de 6 em 6 meses lança uma nova versão – coisa que eu acho exagero – e mesmo tendo sido lançado recentemente, os repositórios do Debian não possuiu muitas vezes as últimas versões dos programas e sim aquelas versões que foram exaustivamente testadas antes de serem colocadas nos repositórios.
Porém o Debian visa a estabilidade e seu desenvolvimento visa tornar ele um sistema universal, para uso em vários âmbitos, ele não é uma distribuição visada do Desktop, e sim uma distribuição para você usar como bem entender.
1.1 – Instalação
O boot do CD/DVD foi alterado desde a última versão do Debian, tornando mas fácil a escolha do modo de instalação(gráfico, modo-texto etc.) A interface gráfica de instalação não me mostrou nenhum problema(coisa que acontecia no Testing, ele não detectava o mouse) e tanto no modo-texto como no modo gráfico ele não detectava o Leitor de DVD, coisa que não aconteceu nessa versão estável.
A instalação está fácil, para que um usuário com poucos conhecimentos não tenha problemas com a instalação.
A instalação pode ser feita como antes, através dos CD’s, DVD’s ou pelo netinst, que foi o modo que eu escolhi, selecionei a opção de instalação junto com o Ambiente gráfico, e ele já instala e configura o gnome como Ambiente Gráfico padrão.
1.2 – Repositórios
Os repositórios estão mais atualizados, porém nem sempre possuiu as últimas versões dos programas, mas também é possível adicionar alguns repositórios para aumentar o leque dos programas, como você pode ver neste artigo, https://www.hardware.com.br/dicas/debian-lenny-desktop.html
1.3 – Velocidade e estabilidade
Rodando com o Gnome eu achei o Debian mas rápido que o Slackware, talvez porquê o Slackware utilize o KDE como ambiente gráfico padrão. E o Debian ao que me parece está com a estabilidade de sempre, não tive nenhum problema ainda. A instalação da minha placa Nvidia foi também sem problemas(perde neste aspecto pra o Slackware, que é muito mais simples), optei por fazer a instalação manual.
1.4 – Programas
Ao terminar a instalação ele já vem com o Broffice 2.4.1, Reprodutor de filmes, Pidgin, Firefox 3.0.6(Iceweasel), e já é possível escutar alguns formatos de música e assitir alguns formatos de vídeo. Uma novidade é que o Debian Lenny possui agora, o Utilitário que o Ubuntu possui, “Adicionar/Remover aplicações”, que fica disponível em Sistema>Administração, com esse utilitário fica mais fácil achar a sua aplicação, pela maior organização.
Eu optei por utilizar as versões dos repositóris dos programas que eu considero essencias, como Emesene, Mplayer, VLC, Geany, K3b, soundconverter dentre outros.
1.5 – Configuração Pós instalação
Apesar das novidades e facilidades o Debian ainda continua com a sua filosofia “à moda Debian”, portanto não espere muitos utilitários gráficos para fazer configurações, o Debian de fato ainda não é e não pretende ser indicado para usuários iniciantes e sim para usuários “entendidos do assunto” que desejam dominar seu Sistema.
1.6 – Conclusões
Uma das melhores novidades que eu considero, é ter os repositórios atualizados, pois como muitos dizem “une o útil ao agradável”, também tive a impressão de ele estar ligeiramente mais rápido mesmo sem fazer nenhum teste específico.
Eu estava utilizando o Slackware, uma distribuição ótima, estável e rápida como Debian, porém o Slackware requer paciência para instalar programas novos principalmente, onde se tem que sair compilando dependências de dependências, O Slackware é bom quando se tem tudo pronto e compilado(após alguns dias de compilação e de tempo jogado fora na instalação(compilação) dos diversos programas) e ruim quando se quer instalar um programa novo, que vem com aquela dependência que você nunca ouviu falar, e sai compilando dependência de dependência. Decidi então mudar para o Debian Lenny e confesso que estou gostando bastante, eu confesso que sou fã de compilar programas, mas não de compilar muitas dependências de dependências, e o Debian me será muito útil, pois quando precisar de certa dependência poderei recorer ao apt-get.
Resta dar os parabéns para os Desenvolvedores do Debian.
Fonte: https://computacaolivre.blogspot.com/2009/02/analise-do-debian-lenny-50.html
Por Nícholas André