Microsoft manterá o XP no mercado, para ultraportáteis

Esta é a confirmação de uma notícia que todos já sabíamos.

A Microsoft pretende encerrar a comercialização do Windows XP no final de junho, de forma a tentar forçar acelerar a migração para o Vista, que até o momento continua abaixo das expectativas. Entretanto, o Windows XP é o único sistema da Microsoft que é capaz de rodar com desenvoltura em ultraportáteis como o Eee, uma classe de dispositivos que crescerá bastante nos próximos anos, acelerada pela disponibilidade da plataforma Intel Atom. O Vista precisa de 15 GB de espaço de armazenamento e 1 GB de memória RAM para rodar com desenvoltura, enquanto o XP pode ser tranquilamente usado mesmo em um Classmate, que possui apenas 256 MB de RAM e 2 GB de memória flash.

Encerrar as vendas do XP na marra faria com que a Microsoft perdesse a maior parte deste mercado, de forma que, previsivelmente, resolveram estender a vida útil do Windows XP, mantendo a disponibilidade do sistema (ainda não está claro se será o Starter ou outra versão reduzida) para uso em notebooks ultraportáteis.

Malhar a Microsoft e especular sobre o fim do domínio do Windows já está fora de moda, mas a posição da empresa dentro do mercado de PCs de baixo custo de uma forma geral é precária. O índice de rejeição ao Vista é ainda bastante elevado e a configuração das máquinas não tem evoluído tão rápido quanto a Microsoft esperava. Mesmo nas máquinas mais parrudas o XP é ainda o preferido por uma grande parte (provavelmente a maioria) dos usuários Windows, que preferem reservar os ciclos de processamento para tarefas úteis. Temos ainda a pressão representada pelas distribuições Linux, que lentamente estão erodindo o mercado da Microsoft. É obvio que o Windows não vai deixar de ser o sistema mais usado da noite para o dia, mas a combinação de todos estes fatores tem com certeza tirado o sono dos executivos da empresa.

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Esta postagem foi modificada pela última vez em 02/06/2009 22:26

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