Idéias open source aplicadas no Windows Server 2008

Sam Ramji, da Microsoft, explicou numa postagem no Port25 como algumas idéias do movimento open source influenciaram positivamente o Windows Server 2008.

O Windows Server 2008 traz alguns recursos presentes em alguns sistemas open source, na verdade próximos às soluções de servidores Linux. Aproveitar as idéias não é errado, mas foi algo que a MS demorou um pouquinho a fazer no seu sistema de servidor.

Claro que o Windows Server 2008 continua como um projeto fechado (e bem fechado), totalmente comercial. Mas é “mais compatível”, digamos assim, com algumas tecnologias e idéias open source – além da questão da abertura das APIs e interoperabilidade, recentemente divulgadas pela MS.

Entre os destaques, estão:

Arquiteturas modulares. O IIS 7, nova versão do servidor web da Microsoft incluso com o Windows Server 2008 (Internet Information Services) foi reformulado, tornando-se modular. A adição e remoção de recursos fica mais fácil. Claro que ele continua com suas características próprias, mas ser modular o torna mais próximo do Apache (servidor web mais usado no mundo, quase sempre sob Linux), facilitando a criação de “plug-ins” ou componentes para rodarem nele (o que já era possível, porém de forma diferente, não tão modular assim).

Liberdade de linguagens de programação. A MS visa certificar o PHP para o IIS, e dá isso como feito. PHP e FastCGI (assim como várias outras linguagens que começam com “P”) funcionarão melhor com o IIS do Windows Server 2008 do que com as versões anteriores. A escalabilidade para linguagens não .NET (da MS), é um ponto importante para o uso de um servidor web, de modo que ele não fique “preso” a uma só tecnologia.

Feedback dos usuários. Comum em projetos abertos, isso vem se destacando na MS nos últimos tempos. Com mais beta testers públicos, alguns produtos obtiveram melhorias vindas das opiniões dos testadores. Entre os exemplos que podem ser citados para o Windows Server 2008 estão a ligação do Firewall do Windows às políticas centrais do Active Directory, e várias melhorias no SMB 2.0. Outro recurso solicitado por usuários foi a criptografia de partições inteiras, atendido com o BitLocker do Windows Vista.

Separação do coração do sistema das aplicações “secundárias”, “gráficas”. Em um sistema de servidor, aplicações gráficas não são significantes – além de ocuparem espaço em disco e consumirem recursos desnecessários da máquina. O Windows Server 2008 pode ser instalado sem suporte às aplicações gráficas, sendo mantido e administrado apenas via linha de comando – inclusive remotamente. Essa é uma das grandes diferenças frente ao Windows Server 2003, que mesmo podendo ser administrado via linha de comando, ainda assim instalava aplicações e drivers para dispositivos gráficos, sempre inicializando o modo gráfico junto com o sistema. Nesse ponto o Server 2008 fica mais parecido com os sistemas Linux, onde a interface gráfica é algo opcional.

Powershell. Um shell ainda não tão inteligente e versátil como o do Linux (segundo muitas bocas), mas diferente do conhecido “prompt de comando”. Ele permite a administradores de sistemas criarem scripts que mais funcionam como programas. Várias tarefas se beneficiam disso. E uma vez que o visual do Windows Server pode ficar de fora (sem ambiente gráfico), é uma boa ter uma linguagem de scripts versátil, substituindo comandos que eram feitos satisfatoriamente apenas pela interface gráfica, usando o mouse e janelas.

Padrões de comunicação abertos. Vários protocolos e recursos abertos agora são implementados nativamente no Windows Server.

Leia o texto original, com mais comentários sobre cada destaque, em:

https://port25.technet.com/archive/2008/02/27/opening-windows-server-2008.aspx

Ver Mais

Esta postagem foi modificada pela última vez em 02/06/2009 22:26

Postagem relacionada