“Se o Linux roda em tantas arquiteturas, porque ele não poderia rodar dentro de outro sistema operacional?”
Na verdade pode 😉
Veja:
Uma grande idéia: rodar o Linux dentro do Windows. Um meio diferente de trazer familiaridade a quem quer conhecer o Linux mas não quer formatar o HD nem correr o risco de perder os dados, além de servir para aqueles que usam o Windows como sistema principal, poderem rodar os aplicativos Linux dentro do Windows.
Existem máquinas virtuais, como o VMware (que já tem versão gratuita ;), QEMU ou o próprio Microsoft Virtual PC. Mas surgiu uma idéia diferente, garantindo um desempenho em geral melhor do que rodar o sistema numa máquina virtual: rodar “nativamente” dentro do outro sistema, como se fosse “um programa” feito para o mesmo.
O Cooperative Linux se define como o primeiro método livre e open source ideal para rodar o Linux “nativamente” no Windows. Falando por cima, o
CoLinux (como é chamado, abreviadamente) é um kernel Linux portado para rodar cooperativamente ao lado de outro sistema operacional, numa mesma
máquina. Ele permite, por exemplo, rodar o Linux dentro do Windows 2000/XP, sem usar nenhuma solução comercial de softwares de virtualização, e nesse sentido acaba dando conta muito bem do recado, onde o objetivo não é simular um PC completo, mas sim rodar o outro sistema e os programas feitos para ele.
No comecinho desse mês saiu a versão 0.6.4, basicamente com correção de bugs da versão anterior. Aventure-se:
Na área dos downloads há o instalador (tradicional NNF, “Next > Next > Finish”), ferramentas para o sistema e também algumas imagens de disco
prontas, com algumas distribuições de Linux já instaladas. Na página do projeto há várias informações sobre o mesmo. Realmente recomendo aos
aventureiros de plantão!
Obs.: A opção de baixar uma imagem a partir do instalador não funcionou aqui nos meus testes. Você pode baixar a imagem de uma distro já
instalada e otimizada manualmente, na página de download do projeto. Cuidado, pois os arquivos compactados são relativamente pequenos, mas depois de extraídos poderão ocupar 512 MB, 1 ou 2 GB, dependendo do sistema escolhido.
Dica: para testar logo depois de instalar, você pode rodar um Linux em modo texto rapidinho, dando o comando:
colinux-daemon kernel=vmlinux initrd=initrd.gz root=/dev/ram0
E terás à sua disposição um prompt de uma distro Linux minimalista. Experimente comandos como ls, passwd ou halt.
Para ver como instalar ou rodar outros sistemas, consulte o arquivo “colinux-daemon.txt”, que ficará na pasta dele. Uma recomendação é instalá-lo
na pasta “C:coLinux”, assim você não precisará modificar os caminhos nos arquivos de configuração. O método de chamar o sistema Linux é similar ao Bochs, criando um arquivo de configuração (texto puro) e então chamando o daemon passando o nome do arquivo como parâmetro.
Explore, você irá gostar 🙂
