Há anos a Intel vem investindo pesado no desenvolvimento do Atom com o objetivo de entrar com mais força no mercado dos tablets e smartphones, roubando o espaço dos chips ARM. Entretanto, esta notícia do Fudzilla é uma boa amostra das dificuldades da empresa em atingir este objetivo.
Quase quatro anos depois do lançamento do Atom original, a Intel está para lançar o Z670 (Oak Trail), uma versão do Atom otimizada para tablets, que opera a 1.5 GHz e oferece um TDP de apenas 5 watts, que já inclui os componentes do chipset integrados ao processador.
Embora seja um processador single-core, o Z670 é capaz de processar dois threads simultaneamente e o fato de operar a um clock 50% mais alto, faz com que ele seja competitivo em relação aos SoCs dual Cortex A9 operando na casa dos 1.0 GHz que temos atualmente no mercado. A GPU também não é tão fraca, oferecendo um desempenho 3D competitivo em relação a outras GPUs móveis e suporte à aceleração de vídeo via hardware.
O grande problema é que mesmo com todas as otimização, o TDP de 5 watts do Z670 é ainda muito mais alto que o dos chips ARM concorrentes (que ficam na casa dos 1 a 2 watts) e ele trabalha em conjunto com o SM35, um chip separado que eleva mais um pouco o consumo e complica o design.
Entretanto, o grande problema para os fabricantes interessados é mesmo o preço. Enquanto o Tegra 2 (que é atualmente um dos SoCs ARM mais caros) é vendido para os fabricantes por US$ 25, o Z670 chegará ao mrcado custando a bagatela de US$ 75, que é simplesmente três vezes mais caro que o concorrente direto. Naturalmente, o Z670 tem como vantagem o fato de ser capaz de rodar o Windows 7 (embora com um desempenho limitado), ao mesmo tempo em que é compatível com o Meego (com o suporte ao Android 2.3 e 3.0 à caminho), o que interessará a fabricantes interessados em colocarem no mercado tablets rodando o Windows 7 e o Android em dual-boot. Entretanto, com este preço é improvável que a Intel consiga colocá-lo em smartphones ou basicamente em qualquer outra classe de dispositivos.
