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Entenda como as redes sociais podem ajudar a identificar os terroristas que atacaram Brasília

Não há dúvidas de que as invasões ao Congresso, Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Palácio do Planalto são um capítulo vergonhoso em nossa jovem democracia. Justamente por isso, há uma grande movimentação nas redes sociais para identificar o maior número possível de bolsonaristas radicais e golpistas, principalmente aqueles que participaram dos atos terroristas do …

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Não há dúvidas de que as invasões ao Congresso, Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Palácio do Planalto são um capítulo vergonhoso em nossa jovem democracia. Justamente por isso, há uma grande movimentação nas redes sociais para identificar o maior número possível de bolsonaristas radicais e golpistas, principalmente aqueles que participaram dos atos terroristas do último domingo (8).

E as redes sociais, usadas indiscriminadamente pelos golpistas, podem ser uma forte aliada na identificação dos mesmos. Porém, é preciso ter muito cuidado. Algo semelhante foi feito depois do atentado da Maratona de Boston, que matou 3 pessoas e feriu 264. Na ocasião, uma pessoa inocente foi apontada como culpada.

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Civis usam as redes sociais para identificar terroristas

Ícones de aplicativos de redes sociais na tela de um celular, com destaque para Instagram, Facebook, WhatsApp, TikTok, Pinterest e Twitter
Golpistas usaram redes sociais para planejar e “divulgar” a invasão

Nessa tarefa de identificar os golpistas, as redes sociais são uma peça chave. Afinal de contas, muitos dos que participaram da invasão postaram fotos e vídeos em seus perfis nas redes sociais e em aplicativos de mensagens, como o Telegram. O material também inclui as imagens capturadas pela imprensa.

Por se tratar de um ataque à própria democracia e aos órgãos federais, a investigação deve ser feita pela Polícia Federal, cabendo a ela todo o trabalho de identificar e prender os golpistas.

Porém, o ataque à democracia foi tão chocante que muitos civis também estão empenhados em identificar os bolsonaristas radicais. O perfil Prints Bolsonaristas, no Twitter, publicou uma imagem com vários rostos de pessoas que participaram do ataque. O tweet conta com muitas respostas de outros usuários, também mostrando fotos e vídeos de outros participantes.

Colagem de rostos de homens e mulheres, a maioria com roupas verdes e amarelas, em vídeos de um perfil do Twitter com a legenda "compilado
Perfil no Twitter coleta fotos de pessoas que participaram da invasão

No Instagram também há movimentos parecidos. O perfil Contragolpe Brasil foi criado exclusivamente para esse fim. Na bio do perfil lemos: “Perfil para a identificação dos(as) criminosos(as) que atentam contra a democracia do Brasil!”. No momento de publicação desta matéria, o perfil já conta com 1,1 milhão de seguidores.

O perfil já conta com 195 publicações. Cada uma delas com uma foto de alguém que esteve na invasão. Algumas contam até com o nome e localidade do indivíduo. Porém, por motivos não conhecidos, o perfil está com dificuldades para fazer novas postagens e responder mensagens.

Por fim, voltando para o Twitter também não poderia ficar de fora. A hashtag #IdentificaTerrorista está sendo usada justamente para tentar identificar algumas pessoas que participaram do ataque covarde à democracia.

Captura de tela do perfil Contragolpe Brasil no Instagram, com 198 publicações, 1 milhão de seguidores, 1 seguindo e a descrição de identificação de criminosos…
No Instagram, o perfil “Contragolpe Brasil” também está ajudando a identificar os terroristas

Movimentações civis podem acusar inocentes

A punição para os envolvidos deve acontecer e seguir a letra da lei. Mas é importante tomar cuidado para não acusar pessoas inocentes. E em casos assim não é difícil isso acontecer. Vou usar o atentado da Maratona de Boston, em 2013, como exemplo.

Na ocasião, também houve uma mobilização civil na internet para encontrar os culpados pelo atentado. Para identificação dos suspeitos, foram usadas as imagens capturadas por civis e também pela imprensa.

Jovem sorridente de camiseta vermelha e jaqueta escura, apoiado em uma escada de madeira com corrimão em uma casa
O jovem Sunil Tripathi foi acusado injustamente de participar de um atentado terrorista

Pelo menos dois inocentes foram apontados como culpados. O caso mais grave de acusação injusta envolveu o jovem Sunil Tripathi, que na época tinha 22 anos. Um participante do fórum Reddit associou o jovem às fotos dos terroristas. A ideia ganhou força porque o jovem estava desaparecido há mais de um mês. Estaria ele foragido?

As fotos de Sunil Tripathi viralizaram na internet. A família do rapaz começou a receber inúmeras mensagens de ódio, insultos e ameaças. Dias depois, o jovem foi encontrado morto. A necropsia revelou que o rapaz tinha cometido suicídio. Ele tinha histórico de depressão profunda, o que aparentemente foi o que fez ele tirar a própria vida. Posteriormente, reconhecendo a injustiça, o Reddit pediu desculpas à família do jovem.

Como denunciar os golpistas para o Ministério Público

Multidão vestida de verde e amarelo sobe a rampa e ocupa a cobertura de um prédio com colunas de mármore em Brasília, ao lado de bandeiras
Ministério Público está aceitando denúncias

Caso você queira ajudar na identificação dos golpistas que atacaram Brasília no último domingo, o Ministério Público Federal (MPF) está recebendo denúncias. Elas consistem em imagens e vídeos que possam ajudar a identificar os golpistas e ajudar também nas investigações.

Para fazer uma denúncia, você deve acessar a página de Sala de Atendimento ao Cidadão do MPF. Além da página linkada, você pode fazer as denúncias através do e-mail denuncia@mj.gov.br.

Como os participantes dos atos golpistas não se preocuparam em esconder o rosto, inclusive se vangloriando dos ataques em seus perfis nas redes sociais, deve ser relativamente fácil identificar a maioria deles. Mas, de toda forma, devemos tomar o devido cuidado para não acusar pessoas inocentes.

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Foto de Felipe Alencar
Postado porFelipe Alencar

Cearense. 34 anos. Apaixonado por tecnologia e cultura. Trabalho como redator tech desde 2011. Já passei pelos maiores sites do país, como TechTudo e TudoCelular. E hoje cubro este fantástico mundo da tecnologia aqui para o HARDWARE.

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