TVs e videogames sofrem grande aumento de preço no Brasil

TVs e videogames sofrem grande aumento de preço no Brasil

Os preços de muitos produtos vêm subindo durante os últimos meses e um destaque especial nesse quesito é dado a aparelhos eletrônicos como Tvs e videogames. Um dos grandes motivos para isso é a escassez de matéria prima e de semicondutores, que faz com que essas mercadorias tenham uma inflação e sofram aumento de preço.

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Segundo o IBGE, as TVs tiveram em 2021 uma inflação acumulada de 14,40%. Já dos consoles de videogames tiveram uma alta de 11,59%. Nos últimos 12 meses, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) teve uma alta de 36%. Só de abril para maio desse ano, esse índice teve um aumento de 1 ponto percentual.

Já o índice que é usado para medir a inflação, IPCA-15, teve alta de 0,72% em junho. Foi o maior índice desde 2004. Especialmente no setor de Som, TV e Informática, onde estão inseridas as TVs e os videogames, o aumento foi acima da média, de 1,21%.

Dificuldade de voltar ao normal depois da pandemia

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Por causa da pandemia, muita coisa mudou, e mesmo agora que as coisas parecem estar caminhando para uma recuperação, os empresários da indústria brasileira ainda passam por esse obstáculo. A falta de insumos ainda é muito grande por aqui.

Cerca de 60% desses empresários explicam que aumento do preço e a falta de produtos podem ser muito ruins para ajudar nessa recuperação do mercado. Como resultado disso, muitas empresas estão escolhendo até mesmo adiar alguns lançamentos ou aumentar o prazo de entrega dos produtos.

Eduardo Salem é o diretor geral da Fast Shop, uma das que mais sente essa alta da inflação para produtos como TVs. Segundo ele, já não existe mais a escassez aguda como estava no começo da pandemia, já que já época a China paralisou de vez suas fábricas, porém ainda tem poucas entregas.

“Alguns fabricantes globais vêm priorizando os mercados mais desenvolvidos, onde a demanda já é maior, afetando assim os outros países”

Escassez pode continuar por mais tempo

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Grande parte desse problema está na dificuldade de alguns fornecedores a se adaptar com essa volta após pandemia. Carlos Buarque, que é diretor de marketing da Intel, afirmou que a oferta de chips só vai voltar ao normal em 2023. Por enquanto é preciso tomar algumas providência como, por exemplo, priorizar alguns segmentos como informática em detrimento de outro como automóveis.

“Passou a ter fila de espera em alguns setores. No caso de celulares, o impacto foi mais no volume de itens e não nos lançamentos. Não vendemos mais por falta de produção”

Cristiano Amon, diretor da Qualcomm, também se pronunciou sobre o assunto e previu que a retomada à normalidade só deverá acontecer no final de 2022. “Se existir alguma empresa hoje no mercado de semicondutores que não tem problema de oferta, tem que ficar preocupado com essa empresa, porque há mais demanda que oferta em todos os produtos”

Fonte: O Globo

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