Foi publicado hoje o Opera 10.5 beta, agora voltado a usuários finais que queiram experimentar as novidades do Opera. Anteriormente ele estava em alpha, mas “alpha” passa a idéia de um software em estágio inicial, para uso por desenvolvedores e curiosos. Apesar de não estar finalizado o beta já se mostra bastante atraente e estável.
A Opera Software nunca conseguiu atingir uma parcela tão grande de usuários do seu navegador no mundo dos computadores/notebooks, apesar de ter mais reconhecimento pelas versões para celulares. Creio que a maioria das pessoas pode contar nos dedos os amigos “comuns” que usam o Opera no computador, mesmo com ele tendo tantas qualidades. Entenda nesse “amigos comuns” os que usam o computador mas não trabalham com informática nem são entusiastas, geeks ou nerds.
O Opera 10.5 tenta mudar um pouco essa imagem, deixando de lado o visual tradicional do Opera, mas indo além disso: a velocidade impressiona. Há muito tempo ele é mais rápido que o Internet Explorer (quase qualquer navegador consegue ser mais rápido que o IE, é curioso isso, visto que o IE tem um mundo de dinheiro à disposição que poderia ser revertido em um melhor desenvolvimento… mas isso não vem ao caso). Agora o Opera vem bater de frente mais uma vez com o Firefox, Chrome e Safari, três grandes navegadores que disputam o terreno.

Segundo a Opera a versão 10.5 está até 8 vezes mais rápida na interpretação de Javascript com o motor Carakan, se comparada à versão anterior. Isso é sempre bom, já que com Ajax muitos sites abusam do Javascript, coisa que não se pensava há uns 5 anos.
O visual segue o estilo introduzido pelo Chrome, com as abas na barra de título. É um layout invejado por muitos fabricantes de navegadores, se mostrou prático ao mesmo tempo que deixa mais espaço na tela para os sites, sem ter barras de ferramentas desnecessárias. Claro que isso não agrada todo mundo, mas se mostrou eficiente.
Em recursos não há do que reclamar: campo de endereços “inteligente”, similar ao do Firefox; integração com o visual Aero no Windows; as janelas de mensagens exibidas pelos sites agora são mostradas numa camada sobre a página, sem impedir que você alterne entre abas antes de confirmar a mensagem; atalhos para busca na página (ponto para texto e vírgula para links); navegação privada que não salva histórico, o conhecido “modo pornô”; Opera Turbo, que usa servidores da Opera para entregar páginas comprimidas em conexões lentas… Entre outras coisas. Ele também usa uma nova biblioteca de gráficos, a Vega, que desenha os elementos na tela – prometendo ser bem mais rápida do que com os métodos anteriores.
Se bem que sim, há do que reclamar. Usuários do Firefox não largam por nada as extensões, é difícil trocar de navegador ao se acostumar com recursos do anterior, nisso não há muito o que fazer. Os widgets do Opera podem suprir em parte a falta de extensões, mas enquanto não ficarem populares a quantidade de recursos disponíveis será pouca.
Se você nunca gostou muito do Opera, vale a pena baixar o 10.5 beta para Windows. Quem sabe você mude de idéia. Um ponto negativo dele é não ser open source, mas pelo menos usuários de Windows e Mac estão acostumados com aplicações fechadas. Do outro lado, usuários mais conservadores podem não gostar das abas na barra de título, com a perda da “identidade visual” que o Opera tinha.
Por enquanto foi publicado apenas para Windows, logo sairá o beta para Linux e Mac.
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https://www.opera.com/press/releases/2010/02/11_2/
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