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Primeiras impressões: Adobe AIR alpha lançado para o Linux

Por: Julio Cesar Bessa Monqueiro
Primeiras impressões: Adobe AIR alpha lançado para o Linux

First look: Adobe AIR alpha unleashed for Linux

Autor original: Ryan Paul

Publicado originalmente no: http://arstechnica.com/

Tradução: Roberto Bechtlufft

A Adobe anunciou recentemente a disponibilidade da versão alpha do Adobe AIR para Linux. Ainda que a versão alpha não traga todas as ferramentas do AIR, ela já é capaz de executar alguns aplicativos de peso e é robusta o suficiente para facilitar o desenvolvimento com o AIR no Linux. Para completar, a Adobe agora é parte da Linux Foundation e pretende colaborar com o grupo para trazer aplicativos ricos para internet e tecnologias web 2.0 ao sistema operacional de código aberto. “A decisão da Adobe de se unir à LF é uma extensão natural de seu comprometimento com os padrões abertos e de código livre, e demonstra a visão e a liderança da Adobe na indústria de software,” declarou o diretor executivo da Linux Foundation, Jim Zemlin. “O ingresso da Adobe na LF vai contribuir para nosso objetivo de aprimorar o desenvolvimento de aplicativos no Linux, com ênfase nos aplicativos Web 2.0.”

Eu faço parte do grupo de testes fechado do AIR para Linux desde o começo de março, e já fiz vários testes com o ambiente de execução do AIR para Linux. A implementação no Linux é muito boa, e foi claramente desenvolvida tendo em vista uma integração efetiva com a plataforma. É bastante impressionante, por exemplo, a integração do instalador do AIR ao sistema de gerenciamento de pacotes nativo. No Ubuntu, onde realizei a maior parte dos testes, pude instalar os aplicativos do AIR pelo Synaptic como se fossem pacotes comuns do Linux.

A integração com o gerenciador de pacotes é significativa porque pode garantir, no futuro, que aplicativos do AIR seja consistentemente atualizados pelos mesmos mecanismos que mantém atualizados os demais programas do sistema. Ainda não testei isso em outras distribuições, mas alguns usuários já me disseram que tudo funciona igualmente bem nelas.

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A versão alpha para Linux tem suporte a alguns dos efeitos gráficos mais sofisticados do ambiente de execução do AIR, como janelas com formatos diferentes e efeitos de transparência. Ele também é capaz de lidar com outros detalhes da integração com o desktop, como a área de transferência e o arrastar-e-soltar. Uma base sólida foi fundada, mas ainda faltam muitas funções como o suporte à instalação automática via browser (similar à do ActiveX e do Flash Player), ícones na barra de tarefas, aceleração por hardware, renderização de SWF em HTML e suporte a DRM.

Apesar disso, a versão alpha para Linux se sai melhor que a versão para MAC OS X em algumas situações. Por exemplo, o demo que PenguinSteve preparou para nossa primeira espiada no AIR no início de março rodou bem no Linux com um pequeno ajuste, mas o Mac OS X Leopard não conseguiu renderizá-lo corretamente.

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Quem quiser experimentar o Adobe AIR no Linux pode baixar a versão alpha do site da Adobe. Uma versão alpha do SDK também está disponível aos desenvolvedores que quiserem criar e testar novos aplicativos para o AIR. Testamos vários aplicativos populares, com o Spaz, um cliente para o Twitter, e eles até que se saíram bem.

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O compromisso da Adobe em trazer o ambiente de execução do AIR para o Linux pode ser extremamente benéfico ao sistema operacional de código aberto, especialmente se a Adobe vier a usar o AIR para tornar multiplataformas seus aplicativos de edição gráfica profissional, como o Photoshop. Ambientes de execução multiplataformas nativos como o AIR são parte de uma crescente tendência de amarrar os aplicativos a tecnologias que sigam padrões web, e não a tecnologias proprietárias específicas de cada plataforma. O crescimento dessa tendência pode acabar facilitando, por tabela, a transição de muitos usuários do Windows para o Linux.

A disposição da Adobe em trabalhar em parceria com a Linux Foundation para aprimorar o suporte a aplicativos ricos para internet no Linux é um sinal bastante promissor do interesse da Adobe em construir tecnologias baseadas em padrões, mas a natureza proprietária do ambiente de execução e da tecnologia Flash que ele contém devem prejudicar sua adoção pelos desenvolvedores Linux, que provavelmente irão preferir alternativas de código aberto como o ambiente de execução XULRunner da Mozilla.

Créditos a Ryan Paulhttp://arstechnica.com/

Tradução por Roberto Bechtlufft <robertobech at gmail.com>

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