Colecionar todos os jogos lançados para uma plataforma clássica é coisa de décadas, certo? Nem sempre. Um colecionador japonês conseguiu reunir a biblioteca completa de Game Boy da sua região em 24 meses — um ritmo impressionante que ele mesmo admite: sem o Twitter, teria levado pelo menos o triplo do tempo.
O desafio de contar quantos jogos existem
A pergunta “quantos jogos de Game Boy existem?” não tem resposta simples. O número varia drasticamente por território. Nos Estados Unidos, por exemplo, foram 1.046 títulos oficiais, embora alguns levantamentos também apontam fontes 1.049. Na Europa, ao menos 467 jogos chegaram às lojas (contando só o Game Boy clássico, sem incluir títulos exclusivos de Game Boy Color).
O colecionador conhecido como marumi_1985 no Twitter trabalhou com uma metodologia própria: considerou apenas cartuchos comercializados oficialmente no Japão, excluindo lançamentos promocionais, edições exclusivas de hardware ou protótipos. Com esse critério, chegou ao total de 1.244 jogos — a coleção mais abrangente já documentada para o mercado japonês.
Por que é tão difícil definir uma coleção completa
Múltiplos fatores complicam qualquer tentativa de inventário definitivo. Alguns jogos foram relançados com títulos diferentes ou em edições especiais. Existem variações regionais que mudam desde a arte da capa até o conteúdo. Cartuchos piratas e não licenciados circulam até hoje. E há o debate eterno: versões Game Boy Color entram ou não na conta?
Isso explica por que a comunidade de colecionadores mantém listas independentes, sem consenso universal sobre o que constitui um “set completo”. Cada um define seus próprios parâmetros. Para marumi_1985, a régua foi clara: varejo japonês oficial, nada de raridades promocionais.
A coleção que impressiona pela organização
A coleção foi organizada em estantes sob medida, todas catalogadas e exibidas em ordem. O resultado visual impressiona, fileiras e mais fileiras de cartuchos cinzentos alinhados, uma parede inteira dedicada a uma era de ouro dos portáteis.
O papel das redes sociais no processo
O colecionador credita boa parte da velocidade ao Twitter. A plataforma virou para ele canal de compra, troca e descoberta. Grupos de colecionadores japoneses negociam diretamente, sem intermediários ou leilões inflacionados. Alguém anuncia um lote raro, a comunidade reage em minutos. Esse fluxo acelerado de informação teria sido impossível dez anos atrás.

