Este ano, as vendas de PCs diminuirão 10,4%, de acordo com analistas da Gartner

Relatório da Gartner prevê a maior queda nas vendas de PCs e celulares dos últimos dez anos. Preço das memórias pode fazer computadores de entrada desaparecerem até 2028.

Um novo relatório divulgado pela conceituada empresa de consultoria e pesquisa Gartner revelou previsões sombrias para a indústria da tecnologia: estamos a caminho da maior contração do mercado na última década.

Segundo as estimativas dos analistas os envios globais de computadores pessoais (PCs) devem sofrer uma queda brutal de 10,4% este ano em comparação com 2025. O mercado de smartphones também não escapará ileso, com uma retração prevista de 8,4%.

O vilão da história: O preço das memórias

A principal força a arrastar este mercado para baixo não é a falta de interesse do consumidor, mas sim a inflação desenfreada dos componentes essenciais. O Gartner projeta que o custo combinado das memórias DRAM (a RAM do seu sistema) e dos SSDs sofrerá um salto colossal de 130% até ao final de 2026. A previsão é que o repasse desse custo de fabricação faça com que os PCs fiquem, em média, 17% mais caros, enquanto os smartphones devem sofre

A extinção da linha de entrada

Com a margem de lucro esmagada pelo custo do silício, as fabricantes estão concentrando a sua produção apenas em dispositivos premium. O resultado lógico e trágico dessa manobra é que o segmento de computadores de entrada, máquinas projetadas para custar abaixo de US$ 500, poderá simplesmente desaparecer do mercado até 2028, segundo o Gartner.

Esticando a vida útil do hardware

Com os preços nas alturas, a resposta do mercado consumidor já é esperada: ninguém vai trocar de máquina. A Gartner prevê que a durabilidade e o tempo de permanência com o mesmo PC aumentarão cerca de 20% entre os consumidores comuns e 15% no setor corporativo.

As pessoas vão adiar os upgrades o máximo que conseguirem. No entanto, para as empresas, essa retenção prolongada traz um efeito colateral perigoso: frotas de computadores antigos significam maior dificuldade de manutenção de software e uma explosão no número de vulnerabilidades de segurança. O mercado de TI terá de se reinventar para manter viva a tecnologia da geração passada, porque o hardware do futuro será um luxo para poucos

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Editor-chefe no Hardware.com.br/GameVicio Aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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