Particionamento, pontos de montagem e opções

Continuando, temos em seguida o particionamento do HD. Como pode ver no screenshot, o instalador examina a configuração atual do HD e sugere um particionamento automático. No exemplo, estou instalando em um PC com dois HDs; um com uma instalação do Windows e outro HD limpo, reservado para o OpenSUSE. Veja que o instalador sugere manter a instalação do Windows intacta e criar três partições no segundo HD (raiz, swap e home) para a instalação do sistema:

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Nesse ponto ele funciona bem, mas se você quiser fazer um particionamento personalizado, as opções são um pouco mais confusas. Em primeiro lugar, você tem a opção de usar o particionamento baseado em partição, ou baseado no LVM.

O sistema baseado em partição é o sistema tradicional, que usamos desde a época do MS-DOS, onde você cria até três partições primárias e mais uma partição estendida, contendo outras partições. Você pode personalizar a configuração sugerida pelo instalador usando a opção “Editar Configuração da Partição”, ou simplesmente começar do zero, usando a opção de criar uma nova configuração.

O particionador é um quesito em que o instalador deixa um pouco a desejar em termos de amigabilidade. Para começar, não é mostrado um mapa do HD ou um relatório do espaço vago, mas apenas uma lista com as partições e o tamanho de cada uma.

Ao criar uma nova partição, você começa indicando o HD (caso tenha mais de um) e se ela será uma partição primária, ou uma partição estendida (para criar partições lógicas, você deve primeiro criar uma partição estendida, englobando todo o espaço e em seguida criar partições lógicas dentro dela).

Na tela seguinte, você precisa indicar o cilindro (!) de início da partição e cilindro de final, sendo que o tamanho da partição é o espaço entre os dois. Por sorte, o instalador preenche os campos automaticamente com o início e o final do espaço vago e informa o tamanho de cada cilindro, de forma que você possa fazer as contas.

Outra opção, mais simples, é manter o cilindro inicial e, no campo “Fim:”, especificar o tamanho da partição, como em “+10GB” ou “+23.6GB” (como no screenshot a seguir); isso faz o particionador entender que você quer uma partição do tamanho especificado:

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É necessário também indicar o sistema de arquivos no qual a partição será formatada (o default no OpenSUSE 11 é o EXT3, mas as versões seguintes devem migrar para o EXT4) e o ponto de montagem (“/home” no exemplo). Veja que existe também uma opção para criar um sistema de arquivos criptografado, uma tarefa que é medianamente complexa em outras distribuições, mas que é automatizada pelo instalador do OpenSUSE.

A encriptação garante a confidencialidade dos dados. Ela é interessante sobretudo para quem usa um notebook, já que os casos de roubos são cada vez mais comuns, muitas vezes com o propósito específico de roubar dados confidenciais.

Uma configuração comum é criar uma partição encriptada para o diretório /home e outra para o diretório /tmp. O /home é a localização mais óbvia, já que é nele que ficam todos os seus arquivos, mas o /tmp também é importante, uma vez que ele é usado para armazenar um grande volume de arquivos temporários e cópias de arquivos que foram baixados ou editados; o que pode causar o vazamento de um bom volume de informações caso ele não seja encriptado e o notebook caia nas mãos erradas. Para os paranóicos, é possível encriptar também a partição swap.

Ao usar a encriptação, você define uma senha mestra, que precisa ser digitada a cada boot para que as partições fiquem acessíveis. A senha é usada para encriptar um arquivo contendo uma passphrase, que é por sua vez usada para encriptar a partição. Sem a senha, é impossível acessar os dados (isso vale também para você, caso esqueça a senha), o que garante que os dados ficarão protegidos em caso de roubo, desde que o notebook esteja desligado, ou a partição encriptada não esteja montada.

Voltando à lista inicial, você encontra também opções para redimensionar partições, criar arrays RAID (o instalador permite usar RAID via software, usando as próprias interfaces SATA ou IDE da placa-mãe, sem que você precise ter uma controladora RAID) além de opções para montar particionamentos de rede via NFS e até mesmo para acessar volumes iSCSI (uma versão do padrão SCSI que permite o acesso de unidades de disco via rede), que são relativamente comuns em servidores:

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Ou seja, por um lado o particionador é pouco amigável, utilizando o arcaico cálculo de espaço baseado em cilindros, mas por outro facilita operações avançadas, que em outras distribuições seriam bem mais complexas, um paradoxo que você notará em outros pontos da configuração do sistema.

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